Prefeito Toni Cunha acusa promotora de perseguição política em Marabá

Segundo o gestor, o companheiro da promotora Aline Tavares Moreira, Eduardo Barbosa, teria negócios com o candidato derrotado por ele nas eleições de 2024, configurando uma denúncia gravíssima.
Prefeito Toni Cunha - Foto: Canal Debate

MARABÁ (PA) – O prefeito Toni Cunha (PL), desde o início de sua gestão, iniciada em janeiro de 2025, vem tecendo duras críticas à atuação da promotora de Justiça, Aline Tavares Moreira, responsável pela Promotoria de Improbidade de Marabá. Deste esta época, Aline Tavares já tentou barrar a compra de um veículo blindado, mas o Poder Judiciário deu ganho de causa a Toni Cunha e o carro foi adquirido.

Depois, ela tentou “melar” a realização dos shows do aniversário de Marabá, porém novamente a Justiça deu ganho de causa ao prefeito de Marabá. Em seguida, a maioria absoluta dos vereadores barrou uma tentativa de afastamento de Toni Cunha por supostas irregularidades na gestão, entretanto o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) emitiu um parecer, negando irregularidade em qualquer ato do prefeito, mas novamente a promotora voltou a anunciar em “prosa e verso” que o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) solicitou a documentação para fazer sabe-se lá o quê.

Denúncia grave

Desta feita, Toni Cunha fez uma acusação gravíssima que, no mínimo, merece uma investigação séria por parte da Corregedoria-Geral do (MPPA), órgão responsável por apurar infrações funcionais e condutas de promotores e procuradores de justiça. Além da CG, existe o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), pois se até o ministro Dias Toffoli está prestes a passar por uma investigação relacionada a um suposto envolvimento no caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF), com todo respeito à promotora Aline Tavares, ela também está sujeita aos ditames da lei. LEIA a manifestação de Toni Cunha publicada nas redes sociais:

A promotora Aline Tavares Moreira ataca novamente
“Nada contra a atuação importante e legítima do MP. Mas é que ela é casada ou vive em União Estável, não sei bem qual seja o status da relação, com o empresário Eduardo Barbosa, amigo íntimo, e dizem que sócio oculto em alguns negócios, do candidato derrotado ‘na eleição de 2024’. Todos sabem que há ligações íntimas com este deputado que, o dia inteiro, usa seus veículos de comunicação, estranhamente adquiridos, e páginas medíocres para ser origem de notícias negativas e montadas.
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Agora, a diligente promotora, que na gestão passada pouquíssimo ou nada fazia, resolveu abrir investigação para apurar suposto direcionamento de licitação para abrigos em virtude de possível enchente. Licitantes foram excluídos por não apresentarem documentos hábeis, qualquer “criança” consegue fazer essa análise. Engraçado que, no governo anterior, nem licitação faziam. Adoravam, e esboçavam felicidade, decretar calamidade para sequer possibilitar concorrência, mesmo as enchentes sendo previsíveis. Nunca se abriu investigação.
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Agora, que nem enchente teve, mas estaríamos preparados, e já estamos para os próximos anos, “resolveu-se” investigar uma licitação, procedimento público e aberto. Neste ano que, graças a Deus, não tivemos enchente, e nos próximo anos, a licitação servirá para abrigar até 800 famílias. Esta promotora é a mesma que, teratologicamente, queria impedir a compra de uma camionete para uso do prefeito de Marabá, uma das maiores cidades do norte do país. Ou seja, queria que, além de receber salários da Polícia Federal (por opção permitida em lei) usasse meu próprio carro para deslocamento pelos mais de 1.5000 quilômetros quadrados do município de Marabá. É a mesma que, aos 4 meses de governo e, às vésperas, queria impedir os shows do aniversário de Marabá, dentre outros muitos absurdos.
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O ministério público, instituição séria, assim como a esmagadora maioria de seus membros, precisa frear o evidente uso indevido de suas fundamentais funções institucionais. O mais impressionante é que páginas de canto de rua e jornais, mesmo antes de agentes da prefeitura, tem acesso a detalhes das “investigações”. O MP precisa frear estes abusos”.
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“Conversando aqui com meus botões”, se a denúncia de Toni Cunha de que existe o envolvimento político partidário e de negócios empresariais do suposto companheiro de Aline Tavares com o candidato derrotado por ele, nas últimas eleições do dia 6 de outubro de 2024, estaremos diante de um dos maiores escândalos envolvendo um integrante do Ministério Público do Estado do Pará em Marabá, enlameando uma instituição séria em uma disputa política. O MPPA não pode se prestar a este suposto tipo de conduta, pois fere de morte os pilares da democracia.
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“Na boa”
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Não foi para este fim persecutório que este respeitado Órgão foi institucionalizado com a Proclamação da República em1889 e consolidado como instituição independente, essencial à justiça e defensora da ordem jurídica na Constituição de 1988. Nos bastidores da cidade, comenta-se que Aline Tavares não conseguiu ganhar nenhuma disputa com Toni Cunha, logo essa sucessão de derrotas na Justiça da promotora estaria caracterizando uma perseguição política.
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Toni Cunha afirmou em um vídeo publicado em suas redes sociais, nesta quinta-feira (12),  que irá denunciar a atuação político-partidária e o vazamento seletivo de informações contra ele a setores da imprensa com fins supostamente escusos pela promotora Aline Tavares Moreira na Corregedoria-Geral do Ministério Público do Pará e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para se que reestabeleça a função maior do MP, investigar a coisa pública, mas com isenção em Marabá. Caso Toni Cunha tenha “culpa no cartório” neste caso, que ele responda dentro do que prevê a lei de improbidade.
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A reportagem do Portal Debate não conseguiu contato com a promotora Aline Tavares para ouvir a defesa dela, porém o espaço fica aberto para futuras manifestações. Esta conduta de perseguição a políticos nunca foi nova em Marabá, pois não se pode esquecer de que nos anos 2010, vários agentes políticos de Marabá tiveram suas vidas destruídas por atuações inescrupulosas, em especial, de um integrante do MP de Marabá que, por sinal, “pegou o beco” da Terra de Francisco Coelho. Sem fazer um pré-julgamento, mas esta prática perniciosa não pode retornar para Marabá. (Portal Debate)

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