A Polícia Civil de Marabá aponta que pesquisas na internet sobre “como matar alguém sem deixar pistas” e buscas pelo livro “Como matar o seu marido e outras utilidades domésticas” estão entre os elementos que ajudaram a esclarecer a morte de Manoel Messias Rocha Paixão, motorista de aplicativo assassinado em 2021.
Quase cinco anos após o crime, agentes da Delegacia de Homicídios localizaram a suposta arma utilizada e o celular da vítima, que estavam escondidos dentro de uma mala na casa da ex-companheira, Ana Caroline Policárpio de Souza. Os policiais localizaram os objetos na última segunda-feira (05).
Ana Caroline está em liberdade e é investigada como suspeita pelo crime. Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na residência, situada na rua do Aeroporto, no bairro Amapá. Durante as diligências, as equipes encontraram os dois objetos considerados centrais para a investigação e que ligam a mulher à cena do crime.
O primeiro objeto encontrado foi o celular de Manoel, escondido em uma sacola de roupas dentro de uma mala. O aparelho foi dado como roubado na noite do assassinato. O segundo item apreendido foi a arma do crime – um canivete do tipo “falsa caneta”.
Segundo a polícia, a arma foi utilizada para perfurar o pescoço da vítima. Testemunhas informaram às autoridades que o objeto costumava ficar no porta-luvas do carro de Manoel. O canivete também desapareceu no dia da morte dele. As informações foram divulgadas na manhã desta quarta (07) pelo delegado Leandro Benicio, da Delegacia de Homicídios.
O material encontrado desconstruiu a versão de Ana Caroline. O álibi da suspeita foi descartado. Ela havia negado contato com o ex-marido nos dias que antecederam o crime, mas o rastreamento do sinal do celular indicou que Manoel esteve na casa dela minutos antes de morrer. Outro indício é aparelho da vítima ter retornado ao imóvel logo após o homicídio.
Manoel Messias Rocha Paixão foi encontrado morto em 10 de maio de 2021, dentro de seu veículo, um Fiat Mobi, na Rua São Luís, no bairro Belo Horizonte. Na época, a principal linha de investigação foi tratada como latrocínio, pois o celular e a “caneta-faca” haviam desaparecido. Com o avanço das investigações, a conclusão aponta para um crime passional premeditado, atribuído à então companheira, com quem a vítima estava em processo de separação. (Portal Debate, com informações do O Liberal)


