Conrede premia estudantes da rede municipal com tablets, notebooks e bicicletas em Marabá

Na ocasião, foram entregues as premiações para os primeiros colocados de cada categoria: Desenho (Educação Infantil, 1º ao 3º ano), Poema (4º e 5º ano), Memórias (6º e 7º ano) e Crônicas (8º e 9º ano).

MARABÁ (PA)–A Secretaria Municipal de Educação de Marabá (Semed) realizou a 7ª edição do Conrede, concurso que premia expressões artísticas e literárias de alunos da rede municipal de ensino. A cerimônia ocorreu na tarde desta terça-feira, no Teatro Municipal Eduardo Abdelnor.

Na ocasião, foram entregues as premiações para os primeiros colocados de cada categoria: Desenho (Educação Infantil, 1º ao 3º ano), Poema (4º e 5º ano), Memórias (6º e 7º ano) e Crônicas (8º e 9º ano). Os prêmios incluem tablets, bicicletas, jogos educativos, celulares, notebooks, projetores, entre outros.

O prefeito Toni Cunha participou da solenidade e reforçou a importância de iniciativas de valorização e reconhecimento de alunos e professores dentro da rede.

Prefeito Toni Cunha

”É um evento organizado pela Semed para premiar os melhores alunos de redação e de desenho da rede pública, mostrando que podemos ter excelência na rede pública, desde que haja investimento e as coisas sejam feitas com carinho, com organização. Parabéns a Semed, aos professores, aos premiados do Conrede, mostrando que Marabá sabe que o caminho é a Educação. O que a gente puder fazer pela educação, nós vamos fazer. Só a educação emancipa um povo de verdade”, ressalta o gestor municipal.

O secretário de Educação Cristiano Lopes avalia que o concurso é uma ação consolidada dentro da programação anual da Semed, sendo um trabalho realizado com suporte das salas de leitura das escolas.

Secretário de Educação Cristiano Lopes

“Essa ação é uma das que chamam atenção porque tem um engajamento muito bom das escolas. Por ser a 7ª edição é sinal de que está dando certo. A gente, enquanto secretaria, estimula, tenta dar todas as condições. Hoje estamos aqui realizando esse evento que conta com a alegria dessa criançada, dos pais e professores que estão orgulhosos”, avalia o secretário.

Todas as escolas da rede municipal participaram com mais de 200 alunos que inscreveram trabalhos. A comissão que avaliou os trabalhos contou com duas bancas, uma para avaliar os desenhos produzidos e composta por três membros e a outra para avaliar as produções textuais, também com três membros. Os que compuseram as bancas possuem formação em Artes, Linguagens e Língua Portuguesa, além de servidores das escolas, Semed, parceiros das universidades e que trabalham na área da educação.

As inscrições para o Conrede iniciam entre março e maio e a premiação entre novembro e dezembro. Edileide Câmara, coordenadora das Bibliotecas e Espaços de Leitura da Semed, ressaltou a evolução na qualidade dos trabalhos desenvolvidos a cada edição.

Edileide Câmara, coordenadora das Bibliotecas e Espaços de Leitura/Semed

“Cada ano, eles vão nos surpreendendo. Novas produções, produções magníficas, principalmente em relação às memórias, que você consegue viajar. As crônicas tem ficado muito boas. Agora, eles pegaram o rumo, o ritmo. E estão vindo produções muito boas”, avaliou a coordenadora.

A professora Socorro Camelo, uma das organizadoras da edição deste ano do Conrede, ressalta que nos anos anteriores, a temática central era articulada com as Olimpíadas de Língua Portuguesa, mas neste ano, levando em consideração muito do que é debatido na agenda social, a temática mudou.

Professora Socorro Camelo

“A gente pensou no tema ‘Povos e saberes, conhecimentos ancestrais para a sustentabilidade na Amazônia Paraense’. Um tema que dá para ser trabalhado, explorado, com bastante riqueza e potencialidade nos espaços das escolas. Pensando esses saberes ancestrais, o que podemos fazer para trabalhar a sustentabilidade nessa Amazônia Paraense, na proteção dos nossos rios, das nossas florestas”, explanou a organizadora.

O estudante Murilo Gama, do 9º ano do CMRio, foi o primeiro colocado na categoria Crônica. Ele desenvolveu uma produção textual que tinha como contexto a relação do ribeirinho com o Tucunaré, peixe presente na região de Marabá.

Murilo Gama, aluno do 9º ano do CMRio (1º Lugar na Categoria Crônica)

“É uma crônica muito linda, não vou mentir. O ribeirinho que tem uma certa paixão pelo Tucunaré de Marabá, pesca, só que chega o período do Defeso e ele fica triste. Depois que o período acaba, ele consegue pescar, fica feliz, entende o valor do período de Defeso que é muito importante para a nossa fauna aquática. Achei muito legal, muito bom para mim, minha escola, meu professor. Fiquei muito feliz quando eu recebi essa notícia”, celebra.

Pablo Rossini, professor de Murilo, relembra que os textos produzidos pelos alunos não surgiram exatamente como uma proposta imediata de produção textual. Foram realizadas discussões voltadas a questões como ancestralidade e sustentabilidade, envolvendo temas como clima e justiça climática.

A partir disso, os alunos passaram a fazer pesquisas e imergir nos assuntos debatidos, que resultaram em seminários.

Professor Pablo Rossini

“Foi difícil selecionar esse texto dentro de mais de 160 alunos do 9º ano. Foi um trabalho árduo e, ao mesmo tempo, muito satisfatório que nossos alunos estão produzindo desde já, tendo familiaridade com o texto, entendendo essa dimensão literária e até poética que envolve a crônica a partir de uma situação do cotidiano. Fiquei muito feliz com o resultado do Murilo. Ele foi muito feliz na escolha que fez. Ele trouxe um símbolo postal de Marabá, que é o Tucunaré, que é um peixe muito caro à cidade, falando de uma relação simbiótica que envolve o peixe e o ribeirinho dentro de toda uma discussão que envolve família, reflexões, uma certa nostalgia da infância”, comenta.(Erika Marinho-Estagiária, com Prefeitura de Marabá)

Relacionados

Postagens Relacionadas

Nenhum encontrado

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!