Ex-professor de escolinhas de futebol segue cumprindo pena por crimes contra crianças e adolescentes em Marabá

Bira Ramos foi preso em 2016 e, até então, era figura conhecida no meio esportivo local, especialmente pelo trabalho com crianças e adolescentes em escolinhas de futebol

Boatos sobre a situação de Ubiratan Ramos de Carvalho, conhecido como Bira Ramos, circulam em Marabá, sugerindo que ele estaria em regime semiaberto. No entanto, informações oficiais confirmam que o ex-professor de escolinhas de futebol permanece cumprindo pena no sistema prisional da cidade.

Bira Ramos foi preso em 2016 e, até então, era figura conhecida no meio esportivo local, especialmente pelo trabalho com crianças e adolescentes em escolinhas de futebol. Sua prisão causou grande repercussão na cidade, revelando crimes graves cometidos contra menores. Atualmente, ele já cumpriu 13 anos de sua pena total de 32 anos, 9 meses e 9 dias, consolidada a partir de quatro condenações distintas.

Embora o processo unificado nº 0003463-06.2017.8.14.0028 indique que ele esteja em regime semiaberto, a classificação não representa uma aproximação imediata da liberdade. As duas condenações mais pesadas, por estupro de vulnerável, foram determinadas em regime inicial fechado, mantendo-o encarcerado. Ainda restam 19 anos, 3 meses e 29 dias de pena a cumprir. A próxima progressão de regime está prevista apenas para março de 2033, com livramento condicional somente em janeiro de 2034. A conclusão da pena deve ocorrer em abril de 2046.

Contexto da prisão

Em setembro de 2016, a condenação de Bira Ramos trouxe à tona os detalhes de sua atuação criminosa. Preso desde abril daquele ano, ele foi julgado pela Vara Criminal de Marabá, em um processo conduzido em parceria pelas promotorias de Justiça e a Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA).

Bira Ramos já era uma figura pública em Marabá, responsável por revelar talentos em escolinhas de futebol. A prisão realizada em sua escola no Núcleo Cidade Nova não foi a primeira: em 2009, ele havia sido detido, mas absolvido em processos anteriores. Em 2016, a situação foi diferente: a polícia encontrou em seu celular vídeos e fotos de pornografia infantil, configurando prisão em flagrante.

As denúncias partiam de duas vítimas, uma de 8 anos e outra de 13 anos. A vítima mais nova relatou abusos repetidos em uma sala da própria escola de futebol. A segunda vítima teria sido aliciada no Residencial Tiradentes e levada à casa de uma irmã do acusado, onde o estupro ocorreu.

Quatro processos, uma pena unificada

A sentença final consolidou quatro processos distintos. As condenações por estupro de vulnerável formam a base da longa pena. Além disso, o crime de atentado violento ao pudor, referente ao caso de 2009, foi incorporado à ficha criminal. Por fim, a posse de material pornográfico reforçou o conjunto de condenações, resultando na pena unificada de mais de 32 anos de reclusão. (Portal Debate, com Correio de Carajás)

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