MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – Marabá se une neste domingo (07) à mobilização nacional “Mulheres Vivas”, movimento que alerta para a normalização da violência que atinge mulheres diariamente no país. O Brasil vive um cenário grave, com quatro mulheres assassinadas por dia vítimas de feminicídio, totalizando 1.459 mortes em 2024. Esses números representam vidas interrompidas e revelam uma ferida que afeta famílias, comunidades e toda a sociedade.
Os casos recentes que chocaram o país evidenciam essa realidade. Em São Paulo, Taynara Souza Santos, de 31 anos, mãe de dois filhos, foi atropelada e arrastada pelo ex-companheiro na Marginal Tietê, tendo as pernas amputadas para sobreviver. No Nordeste, Isabely Gomes de Macedo, de 40 anos, foi morta junto dos quatro filhos em um incêndio criminoso investigado como feminicídio seguido de homicídio. São exemplos de como a violência de gênero segue brutal e recorrente.
Em Marabá, a situação não é diferente. O município registra casos de feminicídio, estupro, agressões físicas e psicológicas, violência doméstica, assédio e violência obstétrica. A presença de uma cultura machista ainda dificulta denúncias, silencia vítimas e fragiliza famílias inteiras, mostrando que o problema também atravessa o cotidiano local.
Diante desse cenário, movimentos sociais reforçam que Marabá não pode permanecer em silêncio. A cidade, marcada pela força de mulheres diversas, como trabalhadoras, ribeirinhas, negras, jovens, do campo, da floresta e da periferia, carrega uma história de resistência e luta por direitos. Para elas, a indignação precisa se transformar em mobilização coletiva e ação concreta.
A adesão de Marabá à mobilização nacional afirma o compromisso de proteger a vida das mulheres e combater a impunidade. A participação da população é considerada essencial para fortalecer a rede de apoio, denunciar violências e interromper o ciclo que ameaça tantas famílias.
Toda a sociedade está convidada a participar da mobilização “Mulheres Vivas”, que será realizada no dia 07 de dezembro, às 18h, na Praça do Manduquinha. Nesse encontro, Marabá se une ao movimento nacional que ecoa por todo o Brasil e pela Amazônia, reforçando que denunciar é proteger, que o silêncio alimenta a impunidade e que a vida das mulheres importa e importa agora. (Portal Debate)


