Itupiranga enfrenta um passivo acumulado após a rejeição da prestação de contas do Convênio nº 769861/2012, firmado entre o Município e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para a construção de 55 quilômetros de estradas vicinais. O acordo, no valor de R$ 3,5 milhões, teve parte dos recursos considerada não comprovada pelo órgão federal.
De acordo com o INCRA, a gestão do então prefeito Benjamin Tasca deixou de comprovar o uso de R$ 405.730,73. Com a atualização monetária e os encargos previstos, o montante se aproxima de R$ 500 mil. A Procuradoria do Município notificou o ex-gestor para apresentar a documentação complementar, mas não houve resposta.
A ausência de manifestação consolidou a inadimplência e resultou na rejeição definitiva das contas. Com o convênio irregular, Itupiranga pode sofrer restrições para novos repasses federais e ainda terá de arcar com o valor não comprovado, o que pressiona o orçamento municipal e limita investimentos em políticas públicas dependentes de cooperação institucional.
A atual administração, liderada pelo prefeito Wagno Godoy, prepara medidas judiciais para tentar afastar penalidades e buscar a responsabilização do ex-prefeito. O Município pretende recuperar os valores não justificados e evitar que o prejuízo recaia sobre a população. (Portal Debate)


