Estudantes do Instituto Federal do Pará (IFPA), Campus Marabá Industrial, desenvolveram uma armadilha luminosa sustentável que já está entre os dez finalistas da 12ª edição do Solve for Tomorrow Brasil, programa global da Samsung que incentiva alunos da rede pública a criar soluções científicas para problemas reais. Agora, o público pode escolher o projeto vencedor em votação aberta até o dia 28 de novembro E você pode colaborar votando quantas vezes quiser pelo pelo site oficial do programa (https://solvefortomorrowbrasil.com.br/). Os votos são ilimitados.
O dispositivo criado pelos alunos foi batizado de EcoLuz Trap e se destaca pela simplicidade, eficiência e baixo custo. Produzido com garrafas PET, luzes de LED azul e pequenos ventiladores reaproveitados, o equipamento atrai os mosquitos pela luminosidade e os suga para dentro do recipiente, onde ficam presos. Tudo isso sem uso de inseticidas, sem odor, sem fumaça e com consumo mínimo de energia — uma alternativa mais barata e ambientalmente segura do que as armadilhas industriais vendidas no mercado.
A ideia nasceu dentro de casa. O professor orientador, Riguel Feltrin Contente, conta que começou a buscar soluções quando o filho, então com um ano, sofria com a presença constante de mosquitos e não podia ser exposto a inseticidas por causa da asma. Ele encontrou um modelo luminoso na internet, testou, funcionou — e resolveu levar a ideia para a sala de aula. Os estudantes rapidamente identificaram que o problema fazia parte de sua própria rotina, já que muitos moram em áreas periféricas de Marabá, onde a infestação de mosquitos é praticamente permanente ao longo do ano.
Com apoio de outros docentes e técnicos do IFPA, o grupo aperfeiçoou o protótipo para torná-lo barato e totalmente sustentável. Enquanto as armadilhas vendidas no comércio chegam a custar R$ 120, o modelo construído pelos alunos é produzido com cerca de R$ 20 em materiais recicláveis e de fácil acesso. A proposta também responde a uma preocupação crescente com doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, zika, chikungunya e leishmaniose, que seguem causando impacto na região.
A equipe finalista é formada pelos estudantes Wilian Saraiva Silva, Cleiton Santos Costa, Lucyellen Carvalho Neres, Maria Clara de Souza Lima e Yane Katlen da Silva Lima, todos do curso técnico de Controle Ambiental. O EcoLuz Trap concorre com projetos de todo o país, e os vencedores serão definidos por Júri Popular.
Para votar, basta acessar solvefortomorrowbrasil.com.br, selecionar a categoria Júri Popular e escolher o projeto do IFPA Marabá Industrial. É rápido, gratuito e pode garantir mais uma vitória nacional para a educação pública paraense.
Nesta edição, as regiões Norte e Nordeste brilharam, colocando três e quatro equipes na final, respectivamente. Mas o Pará, fiel ao seu costume de surpreender o Brasil, foi além: liderou o país entre os Estados em número de projetos selecionados, com representantes de Marabá e Mãe do Rio.


