Workshop debate potencial dos biorrecursos amazônicos e propõe criação de rede de pesquisa em Marabá

Com o tema “Um olhar da Amazônia”, o evento reúne pesquisadores, professores e estudantes para discutir estratégias de desenvolvimento sustentável e bioeconomia, em conexão com a agenda da COP30

O 2º Workshop Integrativo em Biorrecursos Amazônicos (WIIBA) encerra sua programação nesta sexta-feira (31), no Campus VIII da Universidade do Estado do Pará (Uepa), em Marabá. Com o tema “Um olhar da Amazônia”, o evento reúne pesquisadores, professores e estudantes para discutir estratégias de desenvolvimento sustentável e bioeconomia, em conexão com a agenda da COP30.

As discussões abordam a valorização da biodiversidade amazônica e o fortalecimento das cadeias produtivas do cacau, do açaí e da castanha-do-pará, produtos de destaque na economia regional. O encontro também busca ampliar a integração entre instituições de ensino e pesquisa, como a Uepa, a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e o Instituto Federal do Pará (IFPA).

Durante a tarde, os participantes discutem a proposta de criação de uma rede de pesquisa em biodiversidade e cadeias produtivas voltada à região de Carajás. Segundo o professor Alisson Rangel Albuquerque, da Uepa, a iniciativa pretende consolidar um banco de dados regional e ampliar o acesso a editais de fomento nacionais e internacionais.

“A rede também deve contribuir para a criação de cursos, programas de pós-graduação e outras ações de formação e desenvolvimento científico regional”, explica o docente.

O formato itinerante do workshop permite que as atividades ocorram em diferentes cidades. Em outubro, o evento foi sediado em Curuá, com participação de alunos do curso de Engenharia Florestal do programa Forma Pará. Em Marabá e Altamira, as discussões concentram-se em tecnologias aplicadas às cadeias produtivas, com destaque para o uso de drones e o cultivo do cacau, cultura que tem se expandido também em Medicilândia.

O WIIBA conta com a participação de estudantes dos cursos de Engenharia Florestal, Engenharia Ambiental e Sanitária e Biomedicina, que colaboram nas atividades de campo e nas oficinas técnicas.

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