Mulher que mandou matar marido e comemorou com churrasco é condenada

De acordo com as investigações, a vítima, proprietária de uma marmoraria, foi atraída por um falso pedido de orçamento até outra cidade.

O Tribunal do Júri de Santa Catarina (SC) condenou, na última sexta-feira (19/9), uma mulher acusada de ser a mandante do assassinato do marido, ocorrido em fevereiro de 2024. Além dela, outros réus foram responsabilizados pelo crime, que envolveu homicídio qualificado, ocultação de cadáver, porte ilegal de arma de fogo e furto. O caso ganhou repercussão pelo fato de a condenada ter comemorado o crime com um churrasco, e também foi publicado pelo Metrópoles.

De acordo com as investigações, a vítima, proprietária de uma marmoraria, foi atraída por um falso pedido de orçamento até outra cidade. No local, foi rendida por criminosos armados, amarrada pelo pescoço e pelas mãos e colocada no porta-malas do próprio carro. Levado a uma área de mata fechada, o homem foi informado de que a ordem de execução havia partido da própria esposa. A sentença descreve que a vítima sofreu intensa tortura psicológica, marcada por pânico e desespero, consciente de que caminhava para a morte.

No local, o homem foi agredido violentamente na cabeça e, segundo apontam os autos, possivelmente baleado. Em seguida, o corpo foi enterrado em uma cova previamente aberta pelos criminosos. Três dias antes do homicídio, os executores haviam preparado o terreno e realizado um churrasco, gravando vídeos da ação, o que reforçou a premeditação e frieza do crime.

O corpo só foi localizado três meses depois, em avançado estado de decomposição, o que impossibilitou determinar com precisão a causa da morte. Durante o crime, o veículo da vítima foi furtado e posteriormente vendido a um terceiro. O planejamento do assassinato teria ocorrido cerca de 20 dias antes da execução.

A esposa contou com o apoio do suposto amante para recrutar outros homens, que receberam quantias em dinheiro para cometer o crime. Ao longo das investigações, a mulher e seis homens foram presos.

Condenação

No julgamento realizado na sexta-feira (19/9), o Tribunal do Júri acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A promotora de Justiça da 4ª PJ de Brusque, Susana Perin Carnaúba, foi responsável pelo caso.

A mandante foi condenada a 37 anos de prisão, além do pagamento de uma multa de R$ 16 mil, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e porte ilegal de arma de fogo. Segundo a decisão, ainda que não tenha executado diretamente algumas das ações, ela tinha pleno conhecimento do planejamento e apoiou integralmente a execução do crime.

Um dos réus, de 28 anos, foi condenado a 35 anos e 10 meses de reclusão, além de multa de R$ 11 mil, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, porte ilegal de arma de fogo e furto do veículo da vítima.

O segundo homem, de 27 anos, recebeu pena de 28 anos e quatro meses de reclusão e multa de R$ 5 mil, pelos mesmos crimes.

Todos os condenados, que já se encontravam presos preventivamente, deverão cumprir a pena em regime fechado e não poderão recorrer em liberdade. (Com Ver o Fato)

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