MARABÁ (PA) — O corpo encontrado no início da tarde de segunda-feira (22/9), no Rio Itacaiúnas, próximo ao ponto conhecido como “areal”, no bairro Amapá, Núcleo Cidade Nova, foi identificado como sendo de Carlos Vinicius Feitosa Xavier, de 21 anos. A descoberta não se tratava apenas de um caso de afogamento: segundo a polícia, o jovem tinha um histórico marcado por envolvimento em crimes e ligação direta com facção criminosa.
Carlos Vinicius acumulava três passagens policiais, sendo uma por tráfico de entorpecentes e duas por consumo de drogas. Em abril deste ano, ele foi preso em flagrante durante uma operação da Polícia Militar no Residencial Tiradentes, Núcleo Morada Nova, em Marabá. Na ocasião, ele estava acompanhado de um adolescente. Os policiais avistaram os dois em atitude suspeita e, durante a abordagem, encontraram com Carlos três invólucros de crack. Nas proximidades, foi localizada ainda uma embalagem contendo 17 trouxas de maconha. O flagrante foi registrado e ambos foram levados a 21ª Seccional Urbana de Marabá.
Além da ligação com o tráfico, Carlos Vinicius também já havia se envolvido em outro episódio grave: segundo registros policiais, ele foi apontado como o autor de ameaças contra um professor da Escola Walquise Vianna, no bairro São Félix, chegando inclusive a efetuar disparos de arma de fogo contra o carro da vítima. O caso gerou grande preocupação entre pais e alunos da comunidade escolar na época devido a depredação do veículo do educador.
De acordo com as investigações preliminares, a morte de Carlos Vinicius pode estar relacionada a sua atuação criminosa. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de execução, uma vez que, além de faccionado, ele era usuário e vendia drogas, situação que frequentemente gera conflitos dentro e fora das próprias organizações criminosas de Marabá.
A suspeita é de que o tradicante tenha sido assassinado em outro local e teve o corpo posteriormente “desovado” no Rio Itacaiúnas nas margens localizadas no Núcleo Nova Marabá, vindo a emergir já no Núcleo Cidade Nova, pois a vítima era moradora do Núcleo São Félix, porém a Delegacia de Homicídios (DH) dará a palavra final sobre o local do abandono do corpo de Carlos Vinicius.
A Delegacia de Homicídios da 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Marabá investiga o caso e busca reunir provas que possam identificar os responsáveis pela morte. Carlos Vinicius também era conhecido na “Vila do Rato” e Folha 7, pela busca de entorpecentes para revender, o crime organizado cobrou a fatura e como sempre tirou a vida de quem não interessava mais ou afrontava a facção criminosa. (Portal Debate)


