Carlinhos Maia cobra atenção ao tráfico de crianças na Ilha do Marajó

Segundo o influenciador, é necessário que o assunto seja tratado não apenas em situações que viralizam nas redes sociais

Carlinhos Maia usou seu perfil no Instagram, em meio às denúncias feitas por Felca sobre adultização infantil e à prisão de Hytalo Santos, para chamar atenção ao tráfico de crianças na Ilha do Marajó. Ele cobrou também a mesma intensidade das autoridades nestes casos especialmente na região.

Segundo ele, é necessário que o assunto seja tratado não apenas em situações que viralizam nas redes sociais.

“Continuem com a mesma força e a mesma energia, não parem. Levem esse foco também, como estão fazendo com esse influenciador e essas crianças. Levem essa mesma atenção, com essa mesma raiva, para uma situação que é literalmente tráfico de humanos todos os dias, a olho nu, e que acontece em uma ilha há anos e anos”, afirmou.

Além disso, ele enfatizou que os pais das crianças envolvidas no caso de Hytalo Santos também devem ser responsabilizados.

“Acho que essa mesma atenção, essa mesma força e essa mesma indignação devem ser direcionadas também a casos como esse. Porque, no que eu vejo, é necessário sim que as redes sociais sejam regulamentadas. Mas também é preciso que os pais, as comunidades e até as músicas sejam repensadas. Não adianta só criminalizar o cara que está filmando as crianças, sem vigiar as músicas que você coloca para seus filhos ouvirem dentro de casa, a forma como falam, lidam e agem na frente deles”, acrescentou.

Em junho deste ano, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) esteve na Ilha do Marajó para apurar o desaparecimento da menina Elisa Rodrigues, ocorrido em 2023, e outras denúncias de tráfico de pessoas, exploração e abuso sexual infantil. A ação, chamada de Missão Marajó, foi proposta pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da comissão, com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB).

Além de dar visibilidade ao caso de Elisa, a diligência buscou respostas concretas para a proteção de crianças e adolescentes da região.

Durante a visita, Damares relatou que a comissão ouviu a mãe de Amanda, uma menina de 11 anos que foi sequestrada, torturada e assassinada em Anajás. O corpo da menina foi encontrado a menos de 150 metros da casa da família. Dois suspeitos foram condenados, mas a senadora questionou se há mais envolvidos no crime e defendeu o acompanhamento do caso pelo Senado.

O grupo também acompanhou a situação de Elisa, desaparecida aos dois anos de idade. A investigação foi reaberta por determinação do Ministério Público, após passar por três delegados. A mãe relatou ter sido ameaçada e agredida por supostos traficantes, que teriam apresentado uma foto da filha ainda viva e exigido a entrega de outra criança como condição para devolvê-la. A imagem foi compartilhada em um grupo de moradores e será submetida à perícia.

“Por que essa menininha está desaparecida? Ela desapareceu com dois anos de idade e já está chegando aos quatro. E até agora, a investigação não foi concluída. Por incrível que pareça, o primeiro delegado encerrou o caso. Já está no terceiro delegado”, afirmou Damares.

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