No último sábado, 9, Yovanis Márquez, de 35 anos, participava da “corraleja” — um festival popular em Fundación, no departamento de Magdalena, Colômbia, no qual um touro é solto no meio da multidão.
Durante o evento, Yovanis resolveu provocar o animal. Ele correu em direção ao touro tentando saltar sobre ele, mas a manobra não saiu como planejado. Um erro de cálculo fez com que ele pulasse muito próximo ao animal, que o atingiu violentamente com um golpe de chifre.
Ferido, o colombiano ainda chegou a ser socorrido e levado a um hospital da região, mas não resistiu aos graves ferimentos. “Ele se levantou como se estivesse bem, mas o sangue estava escorrendo. Demorou apenas alguns segundos para ele cair no chão”, relatou uma testemunha ao jornal El Tiempo. O evento, parte do festival patronal e que proíbe a matança de touros, seguiu normalmente mesmo após o incidente.
Como destacou o portal de notícias Extra. em 2024, a Colômbia aprovou a lei “Chega de Olé”, proposta pela senadora Esmeralda Hernández, que proíbe touradas em todo o território nacional. Porém, organizadores de festivais encontraram nas “corralejas” uma brecha legal para manter a tradição.
Casos anteriores
Segundo o Daily Mail, a morte de Márquezocorreu poucas semanas depois de outro caso grave: em 22 de julho, no festival de Xico, no México — semelhante à tradicional Corrida de Touros de Pamplona, na Espanha — um homem quase perdeu a vida ao enfrentar um touro.
Um vídeo registrou a grande multidão atrás das barricadas enquanto Roberto Pozosdesafiava o animal e chegava a se ajoelhar diante dele. Enquanto Pozos encarava um touro, um segundo animal avançou por trás, arremessando-o no ar sob gritos de espanto dos espectadores. O ferido foi transportado de helicóptero para um centro médico em Xalapa, capital de Veracruz, onde passou por uma cirurgia de reconstrução facial.
Meses antes, em 1º de março, o matador Emilio Macías também foi gravemente ferido durante uma apresentação na praça de touros do estado mexicano de Tlaxcala. O animal atingiu sua nádega esquerda, perfurando ainda o fêmur, o reto, o cólon e o quadril direito. Macías foi encaminhado a um hospital em Puebla, onde se submeteu a uma cirurgia que durou quase nove horas. (Com AH)


