Cresce o número de jovens ‘low profile’; entenda

No universo digital, ser “low profile” implica reduzir a frequência de postagens, limitar o número de seguidores e até manter o “feed” completamente limpo

Uma nova tendência vem se consolidando entre os jovens, especialmente da chamada Geração Z: adotar um estilo de vida “low profile”, termo em inglês que significa manter-se discreto, longe dos holofotes e da superexposição nas redes sociais. O movimento ganha força como uma resposta à saturação de conteúdos e à pressão por constante presença online.

No universo digital, ser “low profile” implica reduzir a frequência de postagens, limitar o número de seguidores e até manter o “feed” completamente limpo, compartilhando fotos e vídeos apenas com um círculo restrito de amigos. O objetivo é preservar a privacidade, diminuir a ansiedade e fortalecer relações genuínas.

Levantamentos recentes mostram que o comportamento não é isolado. Uma pesquisa da plataforma Waffle indicou que 49% dos jovens se preocupam com a segurança de suas informações pessoais, enquanto quase um terço raramente publica conteúdo. Outra sondagem, feita pela Ipsos, revelou que 56% dos entrevistados de 16 a 24 anos consideram as redes sociais inseguras, e 28% classificam esse sentimento como significativo.

Especialistas apontam que o “low profile” representa uma mudança de paradigma: em vez de buscar curtidas e visibilidade, parte da juventude valoriza mais a autenticidade e o equilíbrio mental. Para eles, a vida privada deixou de ser sinônimo de isolamento e passou a ser um recurso de proteção emocional e pessoal em um ambiente cada vez mais exposto. (Portal Debate)

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