A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. A solicitação, apresentada pelo advogado do cantor, pedia que ele respondesse ao processo em liberdade, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.
A decisão foi proferida na noite desta quarta-feira (6) pela desembargadora Márcia Perrini Bodart, da 4ª Câmara Criminal, que rejeitou os argumentos da defesa e optou por manter o artista preso.
Os advogados alegaram falhas processuais e classificaram a prisão como ilegal e desnecessária, defendendo a adoção de medidas menos restritivas. No entanto, na decisão, a magistrada afirmou não haver ilegalidade que justificasse a soltura imediata de Oruam.
A desembargadora destacou trechos do processo original que indicam um suposto padrão de conduta do cantor como justificativa para manter a prisão preventiva.
Oruam está detido desde o dia 31 de julho. Ele é acusado de tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o policial civil Alexandre Alves Ferraz. O cantor também é investigado por suposto envolvimento com uma facção criminosa que atua no Rio de Janeiro.
Com a decisão, o rapper permanece preso enquanto o caso segue em análise pela Justiça.


