MARABÁ (PA) — Está marcada para esta quinta-feira (7/8) a sessão do Tribunal do Júri do Fórum da Comarca de Marabá, no sudeste do Pará, onde Willian Araújo Sousa, conhecido como “Will Sousa”, será julgado pelas acusações de homicídio qualificado (feminicídio), ocultação de cadáver e fraude processual, no caso que chocou a cidade desde abril de 2024.
Desaparecimento de Flávia Alves e investigação
No dia domingo (14/4/2024), a tatuadora Flávia Alves Bezerra, de 26 anos, saiu para um bar na Nova Marabá com amigos e desapareceu. Ela foi vista pela última vez na segunda-feira (15/4/2024) por volta das 6h, acompanhada de Willian. A família registrou boletim de ocorrência imediatamente ao perceber seu desaparecimento.
Willian prestou depoimento à Polícia Civil alegando não lembrar dos eventos, afirmando ter estado em estado avançado de embriaguez. Imagens de câmeras de segurança, no entanto, mostraram que Flávia entrou no carro dele, um VW T‑Cross, e que ela foi posteriormente estrangulada dentro do veículo.
O corpo da vítima foi localizado no dia 25/4/2024, enterrado em uma cova rasa em uma área de mata entre os municípios de Jacundá e Nova Ipixuna — local apontado por Deidyelle de Oliveira Alves, companheira de Willian, durante as investigações da Polícia Civil.
Acusações e réus
- Willian Araújo Sousa, tatuador, respondendo por feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. Está preso preventivamente desde as descobertas da perícia.
- Deidyelle de Oliveira Alves, companheira de Willian, acusada de ocultação de cadáver e fraude processual — teve o processo desmembrado e responderá separadamente.
- David de Oliveira Alves, irmão de Deidyelle, também acusado de ocultação de cadáver — pode firmar um acordo de não persecução penal sem participar do júri popular.
Além do Ministério Público do Pará, atua como assistente de acusação no caso o advogado Dr. Diego Souza. Ele foi contratado pela família de Flávia e participa ativamente no processo como auxiliar da acusação, reforçando a luta por justiça e condenação para os responsáveis pelo crime.

Dr. Diego Souza declarou que acompanha atentamente todos os atos processuais, incluindo a reconstituição do crime, ocorrida com o apoio da Polícia Científica do Pará, e reafirmou o compromisso da família em buscar uma punição exemplar a Willian, com base nas provas robustas levantadas até o momento .
Expectativas para o julgamento
O julgamento de Willian começa às 8h30 desta quinta-feira e deverá contar com testemunhas convocadas pelas partes, além dos debates propriamente ditos. A acusação será conduzida pelo Ministério Público com o reforço do assistente de acusação, Dr. Diego Souza, enquanto a defesa técnica cabe à advogada Cristina Longo, que afirma estar com a estratégia “minuciosamente estruturada” para garantir um julgamento justo.
Familiares e amigos de Flávia Alves confirmaram presença e devem se concentrar, a partir das primeiras horas da manhã desta quinta-feira (7), em frente ao Fórum de Marabá, em sinal de apoio e como forma de acompanhar de perto o julgamento.
O Portal Debate acompanha o caso desde o início, com reportagens de peso desde o desaparecimento de Flávia. Nesta quinta-feira, duas equipes do portal estarão no local com transmissão ao vivo do julgamento, garantindo informações em tempo real e ampla cobertura jornalística deste que é um dos casos de maior repercussão recente na região. (Portal Debate)


