Cantor Pim, ícone do carimbó e irmão de Pinduca, morre aos 83 anos

Além de fazer sucesso em território brasileiro, Pim também levou o carimbó para palcos internacionais, como na Bolívia e na Colômbia.

A música popular do Pará perdeu nesta quinta-feira (17) uma de suas vozes mais marcantes. Faleceu em Fortaleza (CE), aos 83 anos, o cantor Pim, irmão do também renomado músico Pinduca. A informação foi confirmada pela família do artista. O sepultamento está previsto para acontecer na capital cearense, onde ele residia com a esposa, dona Benvinda Gonçalves.

Em seu perfil oficial no Instagram, Pinducaprestou uma homenagem ao irmão. “Nosso adeus é temporário. Até nos reencontrarmos, sentiremos sua falta meu irmão”, postou.

De acordo com familiares, Pim — cujo nome de batismo era Paulo Gonçalves — enfrentava problemas de saúde há algum tempo e estava em estado vegetativo após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) agudo. Ele vivia de um Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do apoio de alguns amigos próximos.

Nascido em 29 de junho de 1942, no município de Igarapé-Miri, no nordeste do Pará, Pim integrou uma das famílias mais tradicionais da música regional paraense. Iniciou sua trajetória artística como vocalista do Grupo da Pesada, banda de baile que se destacava nos grandes eventos de Belém. Foi com esse grupo que ele gravou, em 1975, o disco Explosão do Carimbó, pela gravadora Continental — um marco na história do ritmo amazônico.

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