Sindicância apura denúncias de assédio e perseguição na Secretaria de Educação de Canaã dos Carajás

A oficialização dessa medida ocorreu por meio da Portaria nº 108/2025 -G.S., datada de 4 de junho de 2025, que designou uma comissão composta por três servidores municipais para conduzir a investigação em um prazo de 30 dias.
Canaã dos Carajás vista de cima | Foto: Divulgação

A situação na Secretaria Municipal de Educação (SEMED) de Canaã dos Carajás atingiu níveis alarmantes, com crescente insatisfação entre os servidores, especialmente os contratados. Em resposta a uma série de denúncias, a Secretaria Municipal de Administração instaurou uma comissão de sindicância para investigar possíveis práticas de assédio moral por parte de membros da SEMED.

A oficialização dessa medida ocorreu por meio da Portaria nº 108/2025 -G.S., datada de 4 de junho de 2025, que designou uma comissão composta por três servidores municipais para conduzir a investigação em um prazo de 30 dias. O documento especifica que a apuração visa atos praticados contra membros da SEMED, com base no art. 218, inciso XX da Lei Municipal nº 282/2012, que aborda abuso moral e práticas lesivas à dignidade funcional.

Relatos exclusivos obtidos pelo Canal PBS indicam que a gestão atual da SEMED, sob o comando do secretário Leonardo, tem sido caracterizada por um ambiente de medo e autoritarismo, com perseguições políticas antes e depois das eleições. Figuras como Valder e Tatiane, que ocupam cargos estratégicos como diretores e coordenador de ensino, são apontadas como centrais na imposição de decisões que restringem a autonomia pedagógica dos professores.

“Na Educação de Canaã, estamos enfrentando um massacre silencioso contra os professores contratados. Muitos adoecem por conta da pressão psicológica. Não há liberdade para lecionar; tudo é controlado e vigiado”, denuncia um servidor que preferiu permanecer anônimo.

Os reflexos dessa crise também são sentidos pela comunidade escolar. Pais e responsáveis relatam que seus filhos não estão recebendo o aprendizado adequado, resultado direto de um sistema em que os profissionais da educação são tratados como meros executores de ordens, sem espaço para criatividade, empatia e metodologias eficazes em sala de aula. (Portal Debate, com Canal Parauapebas)

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