Câmara acolhe pedido de cassação de Toni Cunha, que propõe CPI da iluminação pública

O placar da votação foi de 12 votos favoráveis, oito contrários e uma abstenção. Com isso, foi alcançado o número mínimo de votos necessários (11) para a instauração de uma comissão processante, que terá a função de apurar os fatos apresentados
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DA REDAÇÃO — A Câmara Municipal de Marabá aprovou, na manhã desta terça-feira (10), a admissibilidade da denúncia apresentada contra o prefeito Toni Cunha (PL). O placar da votação foi de 12 votos favoráveis, oito contrários e uma abstenção. Com isso, foi alcançado o número mínimo de votos necessários (11) para a instauração de uma comissão processante, que terá a função de apurar os fatos apresentados.

A denúncia foi protocolada por Ana Lúcia Farias Gomes, cidadã do município, e traz uma série de acusações, entre elas a requisição administrativa do Hospital Santa Terezinha sem decreto de calamidade pública, possível execução irregular de obras de sinalização na BR-230, suspeita de sobrepreço em contrato de iluminação pública por adesão à ata da Prefeitura de Natal-RN, e compras diretas sem respaldo legal. O documento também aponta falas públicas do prefeito consideradas incompatíveis com o decoro do cargo.

Antes da votação, o chefe de gabinete do prefeito, Marcone Leite, esteve reunido com vereadores na tentativa de impedir o avanço da denúncia, mas a articulação não foi suficiente para barrar a maioria favorável. A comissão processante foi formada, por sorteio, com os vereadores Pacheco (PL), Maiana Stringari (PDT) e Pedrinho Corrêa (PRD), e terá prazo legal para investigar os fatos e ouvir as partes envolvidas.

Em publicação nas redes sociais, o prefeito Toni Cunha reagiu à denúncia e sugeriu que a base do governo solicite a abertura de uma CPI para investigar contratos anteriores de iluminação pública no município. “Acho que a CMM, com poderes de juiz, vai poder esmiuçar para onde foi tanto dinheiro com uma iluminação precária. Importante para que a população saiba o que ocorreu”, escreveu. O contrato citado é referente à empresa Aires e Arraes, que atuou no setor por quase uma década.

A eventual abertura da CPI ainda dependerá de requerimento formal e aprovação no plenário da Câmara. Caso seja instaurada, a comissão deverá analisar contratos anteriores à atual gestão, o que poderá ampliar o escopo do debate político sobre os serviços públicos de iluminação em Marabá. (Portal Debate)

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