Um elevador despencou na manhã desta segunda-feira (19) em São Paulo e matou três pessoas, de acordo com informações do Corpo de Bombeiros. O acidente foi causado por um equipamento de carga usado na construção de um condomínio residencial no quilômetro 18 da Rodovia Raposo Tavares, no bairro do Butantã, Zona Oeste paulistana.
Segundo o Sindicato da Construção Civil de São Paulo, as vítimas do acidente são João Henrique da Silva Matos, de 20 anos e natural do Piauí, Raimundo Conceição do Santo Júnior, de 26 anos e natural da Bahia, e Amarildo Alves da Conceição, de 43 anos, dono de uma empresa que prestava serviços para a obra e do qual nao há informações sobre sua origem.
Uma quarta vítima foi socorrida e encaminhada para um hospital. De acordo com os bombeiros, que enviou seis viaturas ao local do acidente, essa pessoa não estava no elevador e passou mal ao presenciar o ocorrido. Até o fechamento da edição não havia informações sobre seu quadro de saúde.
O acidente aconteceu no bairro planejado Reserva Raposo no condomínio Orquídeas do bloco 1. Ainda não é possível afirmar a altura da qual o equipamento de transporte em que estavam os funcionários desabou.
Testemunhas relataram que, no momento do acidente, a estrutura metálica externa, conhecida como “cremalheira”, utilizada para transportar materiais e pessoas aos andares superiores, se desprendeu do topo do prédio e despencou de uma grande altura, provocando a queda do elevador com os operários.
Marcos Vinícius Coutinho, trabalhador da mesma obra, esteve no local em busca de informações e lamentou a morte dos colegas.
— Estamos aqui há dois anos, desde o início. Cara, muito triste, né? A pessoa sai de casa o dia a dia, acontece uma fatalidade dessa. Todo mundo unido, conhecido, todo mundo dentro, toma café e almoça junto. Só tristeza mesmo — afirmou.
O acidente aconteceu no bairro planejado Reserva Raposo no condomínio Orquídeas do bloco 1. O espaço possui algumas torres prontas e outras ainda em construção. O contexto da queda e as condições do elevador, popularmente conhecido como “cremalheira”, ainda estão sob investigação.
Em nota, o condomínio lamentou o ocorrido. “A obra é conduzida pela BRZ Construtora, empresa da qual a Reserva Raposo já cobrou respostas e determinou rigor absoluto na apuração do ocorrido”, disse no texto.
A BRZ Construtora também prestou solidariedade aos familiares dos mortos e informou que a perícia técnica da polícia foi acionada e está no local. “Estamos colaborando integralmente com as investigações, prestando todos os esclarecimentos aos órgãos responsáveis e às famílias das vítimas”, disse em nota.


