A greve geral dos professores da rede municipal de Marabá, iniciada na semana passada, permanece em vigor, apesar da decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, que declarou o movimento ilegal na última quinta-feira (1º). O tribunal determinou que os educadores retornassem às atividades em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 3 mil, limitada a R$ 50 mil. No entanto, a ordem judicial não foi cumprida, e a paralisação segue sem previsão de término. O sindicato da categoria alega que não foi intimado da decisão judicial.
Na manhã desta segunda-feira (5), os professores se dirigiram até a Secretaria de Obras, no Km 5,5 da BR-230, onde fica o gabinete do prefeito Toni Cunha, com o objetivo de retomar as negociações. Contudo, o prefeito decidiu não recebê-los, ressaltando que o movimento continua descumprindo a decisão judicial. Toni afirmou que a retomada das negociações só ocorrerá após o fim da greve e o cumprimento da ordem do Poder Judiciário.
A decisão liminar, emitida pelo desembargador Leonardo de Noronha Tavares, considerou que a paralisação está ocorrendo enquanto ainda há negociações em andamento e que a continuidade do movimento pode comprometer o calendário escolar. A multa diária, que pode chegar a R$ 50 mil, foi estipulada como forma de garantir o retorno imediato dos professores às salas de aula.
A principal reivindicação dos professores é a recomposição salarial e o reajuste do vale-alimentação. A administração municipal se comprometeu a apresentar uma proposta sobre esses pontos durante a reunião marcada para esta segunda-feira.
Por meio de suas redes sociais, o prefeito Toni Cunha afirmou que já concedeu um reajuste de 7% aos servidores de nível médio e aumentou o valor do auxílio-alimentação para R$ 650. Cunha também mencionou o reajuste nos plantões dos servidores da saúde, além de promoções de docentes realizadas no início do ano. O prefeito ainda afirmou que parte da atuação do Sintepp pode ter motivação política e que não há previsão de novos reajustes enquanto a greve continuar.
A paralisação já afeta mais de 56 mil estudantes da rede pública municipal e continua a impactar o calendário escolar da cidade. O prefeito reforçou que a solução para o impasse depende do retorno dos professores às aulas e do cumprimento da decisão judicial. (Portal Debate)


