PM prende dupla por tráfico de drogas no Vale do Itacaiunas, em Marabá

Ronaldo Feitosa Costa e Júlio Cesar Moraes de Abreu foram presos após serem flagrados em frente a um conhecido ponto de venda de entorpecentes
Foto: Portal Debate

DA REDAÇÃO — A Polícia Militar de Marabá desmantelou um ponto de tráfico de drogas no bairro Vale do Itacaiunas na noite de terça-feira (16), durante uma operação de rotina. Dois homens, identificados como Ronaldo Feitosa Costa e Júlio Cesar Moraes de Abreu, foram presos após serem flagrados em frente a um conhecido ponto de venda de entorpecentes. As informações foram divulgadas pelo 34º Batalhão de Polícia Militar.

A guarnição da VTR 3410, em patrulhamento pela área, notou a atitude suspeita dos dois homens e realizou a abordagem. Com Ronaldo Feitosa, foi encontrada uma porção de substância que aparentava ser cocaína. Durante a investigação, Ronaldo confessou ter comprado a droga de Júlio Cesar por R$ 40,00, sendo parte do pagamento realizado em espécie e o restante via transferência pelo PIX.

Ao abordar Júlio Cesar, a polícia encontrou mais uma porção de cocaína em sua posse. A situação levou os policiais a buscar autorização da avó de Júlio para realizar uma revista em sua residência, localizada na Rua Nove, no mesmo bairro. No local, foram encontradas três porções de maconha. Júlio, apesar de negar envolvimento na venda de drogas, afirmou que comprava substâncias para repassar aos usuários.

Ambos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Marabá para os procedimentos legais. O caso está sendo investigado, e a polícia continua empenhada no combate ao tráfico de drogas, principalmente em áreas conhecidas por serem pontos críticos de vendas de entorpecentes.

Após a publicação da matéria, a defesa de um dos citados entrou em contato com o Portal Debate e enviou a nota de esclarecimento abaixo, na íntegra:

“A defesa do sr. Ronaldo Feitosa Costa, em atenção à matéria publicada por este veículo em 17 de abril de 2025, vem esclarecer que o referido não possui qualquer envolvimento com organização criminosa ou rede de tráfico de entorpecentes, conforme erroneamente induz a reportagem. Trata-se de uma detenção pontual, já devidamente esclarecida junto às autoridades competentes, que resultou em liberação imediata do investigado, diante da inexistência de elementos que justificassem a manutenção da custódia ou qualquer vínculo com as alegações veiculadas. A divulgação de seu nome completo e de sua imagem, sem o devido cuidado jornalístico, especialmente em matéria que o insere em contexto de criminalidade organizada, compromete gravemente sua honra, imagem e dignidade, além de afetar diretamente sua família, que sofre os efeitos dessa indevida exposição pública. A liberdade de imprensa é um direito fundamental, mas não pode se sobrepor aos direitos individuais, tampouco autoriza o linchamento moral de cidadãos que sequer foram denunciados formalmente ou tiveram seu direito de defesa respeitado no devido tempo. Reforçamos que o sr. Ronaldo Feitosa Costa não foi denunciado e não responde a processo criminal relacionado aos fatos apresentados na reportagem. Diante da inconsistência das informações e da forma como foram apresentadas, solicita-se que esta nota seja publicada em caráter de
retificação, com o mesmo destaque conferido à matéria original. Ressaltamos ainda que as providências legais cabíveis estão sendo
avaliadas.”

A reportagem não obteve contato com a defesa de Júlio Cesar Moraes de Abreu, mas o espaço permanece aberto para manifestação futura. (Portal Debate)

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