Caso Flávia Alves completa um ano; acusado será julgado em agosto

O caso gerou ampla repercussão nas redes sociais e mobilizou familiares e amigos da vítima, que acompanham o andamento do processo. A expectativa é de que a mobilização aumente à medida que se aproxima a data do julgamento
Will Sousa (réu) e Flávia Alves (vítima) | Foto: Reprodução

DA REDAÇÃO — Nesta terça-feira (15), completa-se um ano da morte da tatuadora Flávia Alves Bezerra, de 24 anos, assassinada em 15 de abril de 2024. O crime foi cometido por Willian Araújo Sousa, conhecido como “Will Sousa”, que estrangulou a vítima e, com o auxílio da companheira Deidyelle Oliveira Alves e do irmão dela, David de Oliveira Alves, ocultou o corpo em uma cova clandestina na zona rural do município de Jacundá, no sudeste do Pará.

O caso foi elucidado dez dias após o homicídio, quando a Polícia Civil localizou o corpo da jovem e efetuou a prisão do casal. Will Sousa foi preso no dia 25 de abril de 2024, no escritório de seu advogado, enquanto Deidyelle foi detida em Tucuruí e posteriormente transferida para o Complexo Penitenciário de Marabá. Em maio do mesmo ano, ela obteve liberdade condicional e aguarda julgamento.

Segundo o Ministério Público, Will teria solicitado a ajuda de sua companheira para ocultar o cadáver e simular o desaparecimento da vítima. Deidyelle será julgada por ocultação de cadáver e fraude processual, mas ainda não há data definida para a sessão.

Will está sendo representado pela advogada criminalista Cristina Alves Longo. A acusação será conduzida pelo Ministério Público, com apoio dos advogados Arnaldo Ramos e Diego Souza, que atuarão como assistentes de acusação. O réu responde por homicídio qualificado (art. 121, §2º, incisos III e VI, c/c §2º-A, inciso II), ocultação de cadáver (art. 211) e fraude processual (art. 347, parágrafo único), todos do Código Penal.

O julgamento de Will Sousa está marcado para o dia 7 de agosto de 2025, às 8h30, no Salão do Júri da Comarca de Marabá. A juíza responsável pelo caso determinou a manutenção da prisão preventiva do réu, citando a gravidade do crime e o risco de constrangimento de testemunhas.

O caso gerou ampla repercussão nas redes sociais e mobilizou familiares e amigos da vítima, que acompanham o andamento do processo. A expectativa é de que a mobilização aumente à medida que se aproxima a data do julgamento, dada a comoção social provocada pelo crime. (Portal Debate)

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