MST ocupa sede do Incra em Marabá em protesto por reforma agrária

A manifestação faz parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, realizada anualmente pelo MST até 17 de abril

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizam uma manifestação na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Marabá, desde segunda-feira (31). O ato reúne trabalhadores de diversas regiões do estado e busca pressionar autoridades para avanços nas negociações sobre regularização fundiária e infraestrutura nos assentamentos. A mobilização deve seguir até a tarde desta terça-feira (1º).

Entre as principais reivindicações estão a regularização de áreas onde vivem cerca de 10 mil famílias, incluindo os acampamentos Terra e Liberdade, em Parauapebas, e Oziel Alves, em Canaã dos Carajás. O movimento também cobra melhorias na infraestrutura dos assentamentos, acesso a crédito agrícola e a construção de escolas em áreas rurais.

A mobilização ocorre após uma trégua de três meses nas negociações com o governo e a Vale. Em dezembro, o MST ocupou a Estrada de Ferro Carajás em protesto por demandas que, segundo o movimento, não avançaram. Após a ação, uma reunião foi realizada com representantes do governo e da mineradora, estabelecendo um prazo até 31 de março para respostas. Como as tratativas não foram concluídas, o grupo decidiu retomar os atos públicos.

O Incra informou, por meio de nota, que as demandas foram recebidas e estão em discussão. O órgão destacou que as negociações incluem a regularização das áreas ocupadas e outros temas relacionados à infraestrutura dos assentamentos. Até o momento, não há previsão para a desocupação da sede do instituto.

A manifestação faz parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, realizada anualmente pelo MST até 17 de abril. O período marca a memória do Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 1996, e inclui uma série de mobilizações organizadas pelo movimento em diversas regiões do país.

As negociações seguem nesta terça-feira (1º), e os manifestantes afirmam que permanecerão no local até que haja avanços concretos nos diálogos com os órgãos responsáveis. (Portal Debate)

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