DA REDAÇÃO — O jornalista Matheus Freire, ex-assessor de comunicação do Conselho Regional de Enfermagem do Pará (Coren-PA), denunciou o presidente da instituição, Antônio Marcos Freire, por assédio moral. Segundo relato de Freire, ele foi alvo de uma série de atitudes desrespeitosas e humilhantes desde que assumiu o cargo na assessoria do Coren, em 2023. O caso mais recente, segundo o jornalista, ocorreu no dia 12 de março, quando foi demitido pelo presidente de forma agressiva, por telefone.
De acordo com o ex-assessor, a demissão aconteceu após um desentendimento sobre a divulgação de um material. Freire relatou que, enquanto tentava explicar a situação ao presidente, foi interrompido por gritos e palavras de baixo calão. “Ele queria uma divulgação de um material, e quando expliquei que faltava apenas a fala dele, ele começou a gritar e usou palavras pesadas. Ao pedir respeito, ele simplesmente me demitiu”, contou Matheus, que afirmou ter ficado surpreso e humilhado com a atitude.
O jornalista também relembrou outros episódios de assédio moral durante o período em que trabalhou no Coren-PA. Ele afirmou que o presidente frequentemente o menosprezava e desqualificava seu trabalho, dificultando a obtenção de feedbacks positivos. “Era muito difícil receber reconhecimento, e eu sentia que ele queria que eu pedisse demissão”, declarou Freire. Os relatos de assédio também teriam sido feitos ao chefe de gabinete do Coren, mas as agressões continuaram.
Matheus Freire explicou que, apesar de a situação ter sido desconfortável e prejudicial à sua saúde mental, ele resolveu denunciar o ocorrido para que outros profissionais não passem pela mesma situação. “A gente precisa se impor. Não podemos aceitar ser tratados dessa forma, independentemente do cargo ou da instituição em que estamos”, disse o jornalista. Ele ainda afirmou que a denúncia será formalizada online junto à Secretaria de Segurança Pública.
Procurado pela reportagem, o presidente do Coren-PA, Antônio Marcos Freire, negou as acusações e explicou que a exoneração de Matheus ocorreu devido a uma reforma administrativa na instituição. Segundo ele, a decisão foi tomada dentro de uma reestruturação da política de recursos humanos, que incluiu a exoneração de cargos comissionados. “A narrativa apresentada não corresponde à realidade dos fatos”, afirmou o presidente, destacando que a decisão foi baseada em razões administrativas.
Além disso, Antônio Marcos enfatizou que todos os funcionários do Coren-PA são tratados com respeito e profissionalismo, e que a instituição possui uma norma interna para combater práticas de assédio moral. A norma, segundo ele, foi estabelecida para garantir a dignidade e a saúde dos trabalhadores. (Portal Debate)


