Manifestação de trabalhadores bloqueia novamente a PA-150 em Nova Ipixuna

O grupo interditou a via cobrando o pagamento de salários atrasados, rescisões e demais direitos trabalhistas que, segundo os manifestantes, não foram quitados pela empresa 2KA, que prestava serviços para a concessionária Rota do Pará.

DA REDAÇÃO — Na manhã desta segunda-feira (24/2), trabalhadores terceirizados iniciaram um novo protesto na rodovia PA-150, na saída de Nova Ipixuna, sentido Jacundá, no sudeste do Pará. O grupo interditou a via cobrando o pagamento de salários atrasados, rescisões e demais direitos trabalhistas que, segundo os manifestantes, não foram quitados pela empresa 2KA, que prestava serviços para a concessionária Rota do Pará.

Esse é o segundo bloqueio realizado pelo grupo neste mês. No protesto anterior, ocorrido em (14/2), os trabalhadores fecharam a rodovia com pneus e veículos pesados, impedindo a passagem de motoristas. A mobilização ocorreu após a Rota do Pará encerrar o contrato com a 2KA, que era responsável pelos serviços de manutenção da rodovia. Com o rompimento do vínculo, os funcionários alegam que ficaram sem receber seus vencimentos e que, desde então, não obtiveram uma solução para o problema.

Os manifestantes afirmam que vêm sendo constantemente informados de que os pagamentos seriam efetuados, mas as datas prometidas não foram cumpridas. Diante da situação, decidiram retomar o protesto e afirmam que a interdição da PA-150 será mantida por tempo indeterminado, até que haja uma resposta concreta e os valores sejam depositados.

A Rota do Pará, por meio de nota divulgada após o primeiro protesto, esclareceu que a responsabilidade pelo pagamento dos trabalhadores é da 2KA, uma vez que a concessionária não possui vínculo direto com os profissionais. A empresa alegou que notificou a terceirizada sobre a necessidade de quitar os débitos trabalhistas. No entanto, até o momento, os funcionários não receberam os valores devidos.

O bloqueio da rodovia pode gerar transtornos no tráfego da região, que é uma das principais vias de escoamento da produção no sudeste do estado. A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) acompanha a situação para garantir a segurança no local. Os trabalhadores informaram que apenas ambulâncias estão sendo liberadas para passar pelo bloqueio.

A expectativa dos manifestantes é que o Ministério do Trabalho e Emprego e demais autoridades competentes intervenham para garantir que os pagamentos sejam efetuados. O impasse segue sem previsão de solução, e a rodovia pode permanecer interditada caso as reivindicações não sejam atendidas. (Portal Debate)

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