O açaí, fruto tradicional da Amazônia e essencial na alimentação dos paraenses, enfrenta um aumento expressivo de preço no início de 2025. Em Belém, o litro do açaí grosso pode alcançar R$ 80,00, um valor significativamente superior ao praticado nos meses anteriores. A alta tem sido impulsionada pela entressafra, que reduz a oferta do produto, além de fatores climáticos e da crescente demanda.
Nos últimos meses de 2024, o preço do litro do açaí variava entre R$ 14,00 e R$ 26,00, dependendo da qualidade e do local de venda. No entanto, com a chegada de 2025, o custo disparou, tornando-se uma preocupação para consumidores e comerciantes. Em feiras e mercados populares, o produto já apresenta valores elevados, enquanto supermercados e pontos de venda especializados praticam preços ainda mais altos.
O impacto da alta não se limita ao Pará. Em outros estados, onde o açaí é amplamente consumido na forma de tigelas e bebidas energéticas, o reflexo da valorização do fruto também é perceptível. Estados do Sudeste e do Sul, que dependem da importação do produto da região Norte, registram aumento nos preços, dificultando o acesso do consumidor final e pressionando o setor de alimentação saudável e fitness, que tem no açaí um de seus principais ingredientes.
Especialistas apontam que a tendência de valorização do fruto pode persistir até o fim do período de entressafra, previsto para meados do primeiro semestre. Para os produtores, o momento é de expectativa, pois a escassez pode gerar um período de lucro elevado, enquanto comerciantes e consumidores buscam alternativas para driblar os altos custos. (Portal Debate)


