Toni Cunha rebate alegações de Ferreirinha e esclarece motivos de interdição de estádio

Ferreirinha, em entrevista a uma emissora de rádio, classificou a medida como equivocada e motivada por “questões políticas”. O prefeito garante que a decisão foi pautada em laudo do Corpo de Bombeiros que identificou falhas de segurança na estrutura do estádio
Ferreirinha e Toni Cunha durante visita ao novo estádio, realizada na última semana | Foto: Secom PMM

DA REDAÇÃO — O prefeito de Marabá, Toni Cunha Sá (PL), respondeu na noite desta quinta-feira (23), por meio de suas redes sociais, às declarações do presidente do Águia de Marabá, Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, que havia criticado a decisão da Prefeitura de interditar o Estádio Arena Itacaiúnas Asdrúbal Bentes. Ferreirinha, em entrevista a uma emissora de rádio, classificou a medida como equivocada e motivada por “questões políticas”.

Toni Cunha esclareceu que a interdição foi baseada em laudo técnico do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, que apontou falhas de segurança no estádio. “Lamento muito que não possamos receber, agora, os jogos da Copa do Brasil. O dirigente do Águia deveria, ao longo de anos, ter fiscalizado a obra do estádio para que não fosse ‘inaugurado’ inacabado, cheio de defeitos e com risco ao torcedor. Vamos respeitar o laudo do Corpo de Bombeiros do Estado do Pará! Não colocarei a vida de nenhum marabaense em risco nesse estádio”, afirmou o prefeito.

Águia de Marabá contesta interdição do estádio

Em nota oficial, o Águia de Marabá manifestou “profundo lamento” pela interdição do estádio e criticou a gestão municipal por, segundo o clube, não abrir diálogo para buscar soluções conjuntas. O clube destacou que vinha trabalhando com a Prefeitura para atender às exigências e que os problemas apontados pela vistoria poderiam ser resolvidos rapidamente.

O Águia afirmou ainda que a interdição do estádio pode gerar prejuízo de mais de R$ 300 mil, especialmente com a impossibilidade de sediar jogos da Copa do Brasil, como a partida contra o Vasco da Gama, que atrairia um grande público. O clube reforçou que a Lei Geral do Esporte atribui à própria entidade a responsabilidade pela segurança dos torcedores e se comprometeu a realizar as adequações necessárias.

Prefeito esclarece que decisão foi baseada em vistoria técnica

A interdição do Estádio Arena Itacaiúnas ocorreu após vistoria realizada na quarta-feira (22) pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil, que identificaram falhas graves de segurança. Entre os problemas apontados estão a falta de sinalização de saídas de emergência, sistema de alarme incompleto, ausência de iluminação de emergência, portões irregulares e problemas nos sistemas de combate a incêndio.

O estádio, inaugurado em dezembro pela gestão anterior, foi entregue inacabado, sem as certificações de segurança necessárias. A Prefeitura anunciou que fará uma licitação para contratar uma empresa responsável pelas adequações exigidas.

Internautas apoiam interdição e questionam diretoria do Águia

Nas redes sociais, a postura do prefeito recebeu apoio de grande parte dos internautas, muitos deles torcedores fiéis do Águia de Marabá. A esmagadora maioria criticou a diretoria do clube por não ter cobrado da gestão anterior a entrega do estádio em condições adequadas para sediar jogos importantes, a exemplo da partida que se avizinha pela Copa do Brasil. Internautas também repudiaram o uso do episódio para atacar a nova administração, que está no cargo há menos de um mês.

Sem condições de receber o jogo contra o Vasco pela Copa do Brasil, Marabá ficará de fora de um evento que poderia gerar vultuosa movimentação econômica na cidade. No entanto, pelo Campeonato Paraense, o Águia de Marabá continuará mandando suas partidas no Estádio Zinho Oliveira, na Marabá Pioneira. (Portal Debate)

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