HMI detalha causas das mortes de dois bebês em Marabá

Em um dos casos, a gestante que chegou ao HMI diretamente do município de Rondon do Pará, sem regulação. A ultrassonografia realizada na cidade de origem já indicava ausência de sinais vitais do bebê
Foto: Evangelista Rocha

DA REDAÇÃO — Na madrugada deste sábado (18), dois óbitos de recém-nascidos foram confirmados no Hospital Materno Infantil de Marabá (HMI). No primeiro caso, uma gestante de 17 anos deu à luz no dia 15 de janeiro. O bebê nasceu com anoxia, foi colocado em ventilação mecânica e encaminhado à Unidade de Cuidados Intermediários (UCI). Apesar dos cuidados, não apresentou evolução satisfatória, e uma transferência ao Hospital Regional foi solicitada, mas não concretizada. O óbito foi confirmado às 23h desta sexta-feira (17).

O segundo caso envolveu uma gestante que chegou ao HMI diretamente do município de Rondon do Pará, sem regulação. A ultrassonografia realizada na cidade de origem já indicava ausência de sinais vitais do bebê. A equipe médica do HMI confirmou o óbito intrauterino e realizou uma cesariana de urgência.

Na última quinta-feira (16), o prefeito Toni Cunha (PL) e uma comissão de vereadores estiveram no HMI para apurar as recentes mortes registradas na unidade, incluindo a de um bebê ocorrido no dia 15 durante o parto de uma mulher de 21 anos.

Como encaminhamento, foi agendada uma reunião entre representantes da Prefeitura, da organização social que administra o hospital e os parlamentares para discutir melhorias no atendimento. A respeito das últimas duas mortes, leia nota divulgada pela gestão municipal, na íntegra:

“Em relação ao Hospital Materno Infantil, a Prefeitura de Marabá esclarece que a criança da gestante de 17 anos, que deu à luz no HMI no dia 15 de janeiro, nasceu anoxiada e foi colocada em ventilação mecânica. Em função do quadro clínico, deu entrada na UCI para cuidados especiais. Por não apresentar evolução satisfatória, foi solicitada a transferência para o Hospital Regional no dia 16/01, sem sucesso, sendo o óbito confirmado às 23h do 17/01.

No caso da segunda criança, a gestante veio por procura direta, ou seja, sem regulação do município de Rondon do Pará, com uma ultrassom feita naquele município, com o exame indicando que não havia sinais vitais da criança. A equipe do HMI constatou que, de fato, não havia sinais vitais da criança e, por isso, foi realizado cesariana de urgência.” (Portal Debate)

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