MARABÁ (PA) — A Prefeitura de Marabá, no sudeste do Pará, emitiu um alerta à população sobre o risco de contaminação no rio Tocantins após o desabamento de um trecho da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que conecta os estados do Maranhão e Tocantins. O acidente, ocorrido no último domingo (22/12), resultou na queda de sete veículos no rio, incluindo dois caminhões que transportavam substâncias perigosas, como ácido sulfúrico e defensivos agrícolas.
Segundo o comunicado, a Defesa Civil de Marabá orienta os moradores e comunidades ribeirinhas a evitarem qualquer contato com a água do rio, devido ao risco de intoxicação e outros problemas de saúde. O vazamento dessas substâncias químicas pode causar reações graves, como queimaduras, além de representar uma ameaça ao ecossistema local. A prefeitura reforçou que a população deve aguardar “novas orientações oficiais” antes de utilizar a água para consumo ou qualquer outra finalidade.
As autoridades municipais informaram que equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil estão monitorando a situação e avaliando os impactos ambientais. O alerta também ressalta que a segurança da população é prioridade e que medidas emergenciais estão sendo adotadas para conter possíveis danos.
O acidente na ponte Juscelino Kubitschek ocorreu na tarde de domingo, quando um trecho da estrutura cedeu, levando à queda de veículos no rio. Entre os mortos, estão três paraenses de uma mesma família, naturais de Dom Eliseu (PA), e dois motociclistas que passavam no momento, outras doze pessoas seguem desaparecidas. A ponte, com 533 metros de extensão, foi interditada, e autoridades estaduais e federais iniciaram investigações sobre as causas do colapso.

Repercussão
O governador do Pará Helder Barbalho divulgou mensagem pela redes sociais prestando solidariedade para as vítimas e seus familiares. “Toda minha solidariedade e meus sentimentos aos familiares e amigos das vítimas da queda de parte da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga o Tocantins ao Maranhão. O Governo do Pará se colocou à disposição para auxiliar nas buscas dos desaparecidos”, afirmou pelo X (antigo Twitter).
Toda minha solidariedade e meus sentimentos aos familiares e amigos das vítimas da queda de parte da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga o Tocantins ao Maranhão. O Governo do Pará se colocou à disposição para auxiliar nas buscas dos desaparecidos.
— Helder Barbalho (@helderbarbalho) December 23, 2024
O desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira sobre o rio Tocantins, ocorrido no último domingo, repercutiu amplamente tanto no Brasil quanto no exterior. A tragédia, que resultou em pelo menos quatro mortes e no derramamento de ácido sulfúrico no rio, foi destaque em veículos de comunicação internacionais.
O portal australiano news.com.au relatou que o colapso da ponte, que conectava os estados de Tocantins e Maranhão, foi capturado em vídeo por um vereador local que alertava sobre as más condições da estrutura. “O incidente envolveu a queda de um caminhão-tanque carregado de ácido sulfúrico no rio Tocantins, causando preocupações ambientais significativas”.
A agência de notícias Reuters também noticiou o evento, destacando que a ponte de 533 metros, inaugurada em 1960, fazia parte da rodovia BR-226, uma ligação crucial entre Brasília e Belém. “O colapso ocorreu enquanto veículos atravessavam a estrutura, resultando na queda de um caminhão-tanque que transportava ácido sulfúrico, levando ao derramamento da substância no rio. As operações de resgate foram interrompidas devido ao vazamento químico, aumentando as preocupações com a contaminação ambiental”.
No Brasil, diversos veículos de mídia cobriram extensivamente o desabamento, enfatizando as perdas humanas, os riscos ambientais e as interrupções no tráfego entre os estados afetados.
A tragédia reforça a necessidade de manutenção e monitoramento de infraestruturas críticas, especialmente em regiões com grande fluxo de veículos pesados. Além de lidar com as perdas humanas, as autoridades também enfrentam o desafio de prevenir uma crise ambiental devido ao vazamento de produtos químicos no rio Tocantins. Enquanto isso, o trânsito na região segue prejudicado, com a interdição da ponte afetando diretamente a logística entre Tocantins e Maranhão. (Portal Debate)


