DA REDAÇÃO — O Ministério do Turismo inaugurou, nesta sexta-feira (29), a primeira Escola Nacional de Turismo, localizada em Belém. A iniciativa tem como meta capacitar 16 mil pessoas até 2025, quando a capital paraense sediará a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30). Os cursos de capacitação, todos gratuitos, já estão com inscrições abertas e oferecem 4,7 mil vagas em áreas como turismo, hospitalidade e lazer.
Cursos e público-alvo
A Escola, em parceria com o Instituto Federal do Pará (IFPA), contará inicialmente com quatro campi: Belém, Bragança, Vigia e Santarém. Os cursos, com duração média de dois meses e meio, serão oferecidos presencialmente e, posteriormente, na modalidade a distância. As formações incluem temas como gestão de negócios, hospedagem domiciliar e condução de atrativos turísticos. Podem participar maiores de 18 anos com ensino fundamental completo.
Um legado para além da COP 30
Embora a criação da Escola esteja vinculada à preparação para a COP 30, o ministro do Turismo, Celso Sabino, destacou que o projeto representa um legado duradouro. “A nossa meta não termina com a preparação de quem vai trabalhar na COP 30. Queremos formar técnicos agora, mas, no futuro, oferecer cursos de graduação, mestrado e doutorado na área do turismo”, afirmou.
Infraestrutura modernizada
O campus do IFPA em Belém passou por reformas para receber a Escola de Turismo. Segundo Hélio Almeida, diretor-geral do campus, os laboratórios foram modernizados para garantir uma formação de excelência. “É um momento significativo, no qual fortalecemos a integração em prol do desenvolvimento regional”, comentou.
Impactos estratégicos
Para a reitora do IFPA, Ana Paula Santana, a Escola de Turismo é um marco estratégico que prepara o Pará para se destacar no cenário global. “Os alunos que passarem por aqui serão embaixadores do estado, promovendo o turismo sustentável e valorizando a identidade local. Essa iniciativa vai impactar diretamente como o Pará será visto pelo mundo”, afirmou.
Com essa inauguração, o Ministério do Turismo e o IFPA consolidam um projeto que não apenas prepara a cidade para receber um evento de escala global, mas também contribui para o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento do turismo como pilar econômico e cultural no Pará. (Portal Debate, com O Liberal)


