DA REDAÇÃO — Mesmo após mais de uma semana desde o encerramento das eleições municipais em Marabá, o resultado das urnas continua sendo tema de diversos comentários na cidade, especialmente em relação à disputa pelas 21 cadeiras da Câmara Municipal de Marabá (CMM). Vários fenômenos e curiosidades ocorreram tanto na eleição majoritária quanto na proporcional.
Um dos episódios mais emblemáticos foi o empate entre os candidatos Dra. Cristina Mutran e Coronel Araújo, ambos do MDB, que obtiveram 2.099 votos cada. Pelo critério de desempate (idade), Cristina Mutran foi reeleita para a última vaga do partido, enquanto Coronel Araújo ficou como primeiro suplente.
Outra situação curiosa envolveu o candidato Fabiano Santos, também do MDB. Com apenas seis votos a mais, ele teria alcançado 2.100 votos, ultrapassando Cristina Mutran e Coronel Araújo, o que o elegeria vereador. No entanto, Fabiano obteve 2.094 votos, cinco a menos que seus correligionários, e acabou ficando na segunda suplência. O caso ilustra a importância de cada voto em uma eleição.
A eleição deste ano também foi marcada pela derrota de políticos históricos de Marabá e do Pará. Nomes como Miguelito (PDT), Elza Miranda (PDT), Coronel Araújo (MDB), Ray Athiê (MDB), Beto Miranda (PSD) e Eloi Ribeiro (Republicanos) não conseguiram se reeleger. Além deles, os atuais vereadores Frank do Jardim União (UB) e Raimundinho do Comércio (PL) também não obtiveram êxito nas urnas.
Outro fato relevante ocorreu com o ex-secretário adjunto da Seagri, Marcos Paulo (PDT), que recebeu 2.342 votos, número superior ao de 14 vereadores eleitos. No entanto, devido às regras eleitorais, ele ficou como primeiro suplente dos eleitos Ronaldo da 33 e Maiana Stringari, do PDT.
Vários ex-vereadores que tentaram retornar à Câmara Municipal também não tiveram sucesso, entre eles Irmão Morivaldo Marçal (UB), Ademar de Alencar (PSB), Frank da 28 (PRD), Júlia Rosa (PDT), Mariozan Quintão (PSD), Edivaldo Santos (PL), Irmã Nazaré (PL), Gilson Dias (PSB) e Jhosy (PSB). (Portal Debate)


