A maioria dos incêndios florestais no Brasil é causada por ação humana, conforme explica a doutora em geociências Renata Libonati, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Apenas 1% dos incêndios é originado naturalmente, como por raios, enquanto os outros 99% têm causas humanas, seja de forma intencional ou acidental.
O sistema Alarmes, coordenado por Renata, monitora diariamente os biomas da Amazônia, Cerrado e Pantanal. Em 2024, a situação é considerada crítica, especialmente na Amazônia, que registrou a maior área queimada desde o início das medições em 2012, com cerca de 10 milhões de hectares queimados. No Cerrado, 11 milhões de hectares foram afetados, e no Pantanal, 1,9 milhão de hectares.
Segundo a pesquisadora, a maior parte dos incêndios está relacionada a atividades econômicas, como o desmatamento para pastagens e agricultura. Ela destaca que, mesmo sem intenções criminosas, muitos desses incêndios violam a proibição de uso de fogo, tornando-os ilegais.
O sistema Alarmes foi criado para fornecer informações rápidas e precisas sobre áreas queimadas, ajudando na prevenção e combate aos incêndios. A tecnologia utilizada permite alertas diários, essencial para a atuação de brigadistas e autoridades.
Para Renata, o foco no combate aos incêndios deve ser na prevenção, com ações de manejo da vegetação e educação ambiental. Ela alerta que as condições climáticas extremas tornam o combate aos incêndios cada vez mais difícil, reforçando a necessidade de estratégias preventivas. (Portal Debate, com Agência Brasil)


