Justiça Eleitoral obriga página a publicar direito de resposta de Chamonzinho

Bodim de Marabá atendeu a decisão judicial e publicou direito de resposta do candidato do MDB em seu perfil no Instagram. Candidato a prefeito foi acusado de não ter assinado requerimento de criação da CPI do MST na Alepa, o que não era verdade
Fórum Eleitoral da Folha 16 | Foto: Evangelista Rocha

PUBLIEDITORIAL — O influenciador digital “Bodim de Marabá” foi condenado pela Justiça Eleitoral a publicar um direito de resposta do candidato à Prefeitura de Marabá, Chamonzinho (MDB), após divulgar uma informação julgada falsa em sua página no Instagram. O caso envolveu uma acusação de que o deputado não teria assinado o requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).

A informação foi publicada no perfil de Bodim no dia 22 de agosto e permaneceu no ar por cinco dias, sendo retirada no dia 26 do mesmo mês, após uma ordem judicial. Segundo a sentença da 100ª Zona Eleitoral de Marabá, a postagem veiculava uma notícia falsa, já que Chamonzinho, de fato, assinou o requerimento 98/2023 da CPI do MST. A assinatura do deputado pode ser confirmada em documento emitido pela Alepa.

O juízo determinou, além da remoção da postagem, que o influenciador publicasse uma retratação, deixando a sentença judicial em destaque no topo de sua página no Instagram e nos stories, para dar visibilidade à decisão. A intenção da medida é garantir que os seguidores da página, que foram expostos à informação errada, tenham acesso à correção oficial.

En atendimento à decisão judicial, Bodim de Marabá publicou o direito de resposta obtido por Chamonzinho (MDB) junto à Justiça Eleitoral, que pode ser consultado no post fixado do perfil do influenciador na rede social Instagram.

A decisão judicial foi considerada importante para combater a desinformação nas eleições municipais de 2024, especialmente em plataformas digitais, onde o alcance de informações falsas pode prejudicar o processo eleitoral. O direito de resposta, previsto na legislação eleitoral, visa a garantir que os candidatos afetados por notícias inverídicas possam se defender publicamente, restabelecendo a verdade dos fatos. (Divulgação)

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