Casos de Doenças de Chagas reduzem em quase 30% no Pará

Segundo os números divulgados, houve uma queda de quase 30% nos casos da doença no estado, superando a meta inicial de 10%.

O Pará registrou uma redução significativa nos casos de Doença de Chagas, principalmente relacionados à manipulação do açaí. Durante uma reunião do Grupo de Trabalho da Doença de Chagas, realizada nesta quinta-feira (5/9), em Belém, foram apresentados os dados mais recentes pela Coordenação Estadual da Doença de Chagas, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Segundo os números divulgados, houve uma queda de quase 30% nos casos da doença no estado, superando a meta inicial de 10%.

A reunião, que ocorreu na sede da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), contou com a participação de representantes de diversas instituições públicas e privadas, incluindo a Diretoria de Feiras e Mercados (DFM). O Grupo de Trabalho é coordenado pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio do Núcleo do Consumidor (Nucon), e reúne diferentes entidades para prevenir a contaminação pelo barbeiro, inseto transmissor da doença.

De acordo com Éder Monteiro, coordenador estadual da Doença de Chagas no Pará, a redução dos casos é resultado das ações de vigilância e controle implementadas ao longo do ano. “A nossa meta era de uma redução de 10%, mas conseguimos reduzir em mais de 26%, o que mostra o sucesso das ações preventivas”, afirmou.

O cuidado com o açaí, principal alimento associado à transmissão da doença no estado, foi um dos temas centrais discutidos. A promotora de Justiça Érica de Sousa, coordenadora do Nucon/MPPA, destacou a importância das visitas aos municípios e do cumprimento das normas de higiene na manipulação do açaí. “Já visitamos sete municípios que registraram uma queda de até 53% nos casos. Agora, estamos consolidando essas práticas para garantir a segurança do consumidor, especialmente durante a safra”, explicou.

Os especialistas reforçam a importância de o consumidor estar atento à procedência do açaí, comprando apenas de estabelecimentos que possuem certificação da Vigilância Sanitária e adotam boas práticas de manipulação. Essas ações são fundamentais para manter a segurança do alimento, que faz parte da cultura paraense. (Portal Debate, com informações de Agência Pará)

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