Tribunal do Júri julga três acusados de linchamento que causou morte de homem em Santarém

O caso aconteceu em janeiro de 2012. Vítima foi morta a tijoladas e pauladas.

Serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (22), três acusados de participação em linchamento que aconteceu no dia 21 de janeiro de 2012, e causou a morte de João Augusto Farias Viana, conhecido como “Mungu”.

Segundo informações da Polícia Civil, durante as investigações, Mungu teria sido retirado de um posto de saúde e morto a tijoladas e pauladas em frente ao local. Mungu era apontado como o autor do homicídio de Rosivan Silva de Sousa, ocorrido durante uma partida de futebol na comunidade de Cruzador, próxima à Vila Curuai.

No dia 8 de fevereiro de 2012, quatro homens envolvidos no linchamento de João Augusto Farias Viana foram presos. A operação, realizada por policiais civis e militares, resultou na captura de Miguel Régis de Sousa, conhecido como “Tica Bode,” José Régis de Sousa, apelidado “Zé Bucho,” Domingos Régis de Sousa, chamado de “Dominguinhos,” e Nilson Farias Cerdeira, conhecido como “Professor Nilson.”

Os acusados foram apontados como os principais incentivadores do assassinato e tiveram suas prisões temporárias decretadas, na época, pelo juiz Gerson Marra Gomes, titular da 10ª Vara Penal. Desde então, o processo judicial passou por diversas divisões devido a questões processuais, resultando na denúncia de várias pessoas.

As ordens de prisão foram cumpridas pelas equipes da Superintendência Regional do Baixo e Médio Amazonas, da Seccional Urbana de Santarém e do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI), com apoio das delegacias de Monte Alegre, Óbidos e Juruti . Três dos quatro que foram presos eram irmãos de Rosivan.

Nesta quinta, serão julgados os réus Vanderlei Farias Gonzaga, Rilton Ferreira Galúcio, e Acácio Batista de Sousa, sendo este último o pai de Rosivan Silva de Sousa, cujo assassinato deu origem à sequência de violência.

O julgamento envolverá a apresentação de 12 testemunhas convocadas pelas partes para depor em plenário. Além dos três interrogatórios dos acusados, prevê-se que um total de 15 pessoas sejam ouvidas durante o julgamento. A expectativa é de que o júri se estenda por até 9 horas de debates, dividindo-se em dois dias. Durante esse período, os sete jurados serão isolados em um hotel, conforme determinação do Tribunal de Justiça do Estado do Pará.

A sessão, marcada para às 8h, será presidida pelo Juiz de Direito Gabriel Veloso de Araújo, titular da 3ª Vara Criminal de Santarém. A acusação estará a cargo da Promotora de Justiça Mariana Dantas. A defesa dos réus Vanderlei Farias Gonzaga e Acácio Batista de Sousa será conduzida pelo Defensor Público Samuel Ribeiro, enquanto o advogado Dr. Kleber Raphael Costa Machado representará Rilton Ferreira Galúcio.

O julgamento será aberto ao público e transmitido ao vivo pelo site do Tribunal de Justiça do Pará através do link “sessões online.”

Este julgamento promete ser um marco na busca por justiça em um caso que chocou a comunidade local, colocando em destaque as complexidades e as consequências trágicas de uma sequência de atos violentos. (As informações são de G1 Santarém)

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