Direção da Escola Disneylândia rebate acusações de alunos da Unama: “Não gostam de estudar”

Em contato com o Portal Debate, Eva Paixão alega ainda que os universitários preferem permanecer no shopping para ‘passear’ pelo centro de compras. Ela relata que a escola dispõe de ‘infraestrutura ampla, moderna e completa’
Durante protesto, alunos foram chamados para reunião com a direção da Unama para tratar sobre o caso, mas não houve solução: a decisão de transferência para o outro lugar está mantida, sem acordo | Foto: Reprodução

DA REDAÇÃO — Na tarde deste sábado (17), a direção da Escola Disneylândia, localizada na Folha 17, em Marabá, contestou as reclamações dos estudantes do curso de Direito da Universidade da Amazônia (Unama), que recentemente protestaram contra a transferência de suas aulas para a instituição. Em contato com o Portal Debate, a diretora Eva Paixão, responsável pela escola, negou as alegações dos alunos sobre a falta de infraestrutura adequada e problemas de segurança.

De acordo com Eva, a Escola Disneylândia oferece uma estrutura completa, incluindo ar-condicionado, laboratórios, salas socioemocionais, cadeiras universitárias, banheiros organizados, caixas de som e multimídias. Ela reconheceu que a infraestrutura do shopping é diferente da observada na escola, mas acusou os estudantes da Unama de preferirem permanecer no Partage Shopping para “passear pelo centro de compras e mexer no celular” em vez de focarem nos estudos. “A maioria dos estudantes da Unama não quer estudar”, afirmou.

Quanto às preocupações levantadas pelos alunos sobre a segurança da região, a diretora minimizou os riscos, afirmando que “em qualquer lugar de Marabá as pessoas estão sujeitas a serem assaltadas” e que a Folha 17 não registra os altos índices de criminalidade apontados pelos estudantes. Além disso, Eva revelou que, embora não goste de alugar a escola, o faz regularmente para a realização de eventos como o Exame da OAB, o Enem, bancas de concursos e, mais recentemente, para a própria Unama.

Apesar das críticas e da insatisfação dos estudantes, a diretora não sugeriu em nenhum momento que poderia romper o contrato de locação com a universidade. Eva Paixão ameaçou o Portal Debate, exigindo que o site retirasse do ar a matéria que trata das denúncias dos alunos, sob pena de ingressar com processo judicial. A diretora, de forma açodada, desafiou ainda o jornalista Vinícius Soares a visitar a escola pessoalmente para verificar as instalações e acrescentou que está elaborando uma nota de repúdio contra as declarações dos alunos da Unama e a reportagem do portal de notícias.

O principal ponto de discordância entre os universitários e a Unama, no entanto, continua sendo a distância entre a Escola Disneylândia e o Partage Shopping, cerca de 4,6 km, e as questões logísticas enfrentadas pelos estudantes da Unama, que incluem contratos de estacionamento no shopping e outras dificuldades de deslocamento. A reportagem do Portal Debate, cumprindo fielmente o seu dever jornalístico, ouviu todas as partes envolvidas no caso e trouxe ao leitor os fatos.

Entenda o caso

Os estudantes do curso de Direito da Unama, na unidade de Marabá, realizaram um protesto pacífico na noite da última quarta-feira (14), nas dependências da sede da instituição, localizada no Partage Shopping. A manifestação foi motivada pela transferência das aulas para a Escola Disneylândia, situada na Folha 17, a quase cinco quilômetros de distância. Os alunos expressaram indignação com a mudança, que teria ocorrido sem aviso prévio, e denunciaram problemas de infraestrutura e segurança no novo local.

De acordo com os estudantes, a Escola Disneylândia não oferece as mesmas condições adequadas que encontravam no shopping, como a segurança proporcionada pela vigilância no local e a proximidade de suas rotinas diárias. Além disso, eles apontam que a área ao redor da escola é conhecida por registros frequentes de furtos e roubos, o que aumenta a preocupação com sua segurança durante os horários de aula. A mudança também gerou prejuízos financeiros para aqueles que haviam contratado o estacionamento do shopping, além de desorganização no quadro de horários.

Em resposta às críticas, a direção da Unama afirmou que a transferência das turmas é temporária, justificando que o atraso na entrega dos aparelhos de ar-condicionado para as novas salas no shopping tornou necessária a mudança para a Escola Disneylândia. A universidade ressaltou que a medida visa evitar atrasos no calendário acadêmico e que está em diálogo constante com os alunos para encontrar soluções viáveis. Apesar da insatisfação generalizada, a Unama defendeu que a decisão foi tomada para garantir a continuidade das aulas e o cumprimento dos contratos com os estudantes. (Portal Debate)

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