DA REDAÇÃO — O Ministério da Educação divulgou nesta quarta-feira (14) os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023, mostrando um aumento significativo na posição do Pará no ranking nacional. O estado, que em 2021 ocupava a 26ª colocação no Ideb para o Ensino Médio, subiu para a 6ª posição. O desempenho atual foi de 4,3, representando um crescimento de 1,3 pontos em relação à edição anterior, o maior avanço registrado na história do Ideb para esta etapa.
O Ideb, criado em 2007, combina os resultados de fluxo escolar e desempenho em avaliações para medir a qualidade da educação. Os dados utilizados para calcular o Ideb são obtidos a partir do Censo Escolar e das médias de desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A avaliação é realizada a cada dois anos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação.
No Pará, todas as escolas estaduais de Ensino Fundamental foram avaliadas. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, 179 escolas tiveram suas notas publicadas, enquanto nos anos finais, 346 escolas foram avaliadas, com todas as notas publicadas. No Ensino Médio, 658 escolas da rede pública estadual participaram da prova, mas 68 delas não tiveram suas notas publicadas devido à não obtenção do mínimo de 80% de presença.
O aumento da nota do Pará reflete uma tendência nacional de variações no desempenho educacional entre os estados. De acordo com o ranking geral do Ideb 2023 para o Ensino Médio, Goiás obteve a melhor nota do país, com um índice de 4,8. Enquanto isso, estados como São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram quedas em suas colocações, com notas de 4,2 e 3,6, respectivamente.
“Crescemos 1,3 pontos no Ideb entre as edições de 2021 e 2023, o que configura o maior crescimento na história do Ideb, na etapa do Ensino Médio. Assim, o Pará passa a ser a 6ª melhor educação pública do Brasil. Nós, que ocupávamos a 26ª colocação, temos, portanto, agora, o maior crescimento da história, nós estamos entre os melhores, sabendo que isto é fruto do trabalho extraordinário feito por milhares de pessoas, profissionais da educação, professores e professoras, da comunidade escolar, do envolvimento das famílias, de cada aluno e aluna, mas isto deve nos motivar a trabalhar cada vez mais e ao mesmo tempo ter a capacidade de entender onde ainda precisa investir para continuar a ter este melhoramento, no que diz respeito à rede estadual, escola por escola, na rede municipal, cidade por cidade, podendo cobrar o dever de cada município, para que as escolas municipais também possam responder e ter a certeza de que o passado em que o Pará estava em último, jamais deve voltar. Nós temos que ter a capacidade de construir cada vez mais esse novo tempo em que a educação pública do Pará é uma referência para o Brasil”, enfatizou o governador do Estado, Helder Barbalho.
O chefe do Executivo Estadual também ressaltou sobre o trabalho coletivo em prol da educação. “Graças a todos, hoje certamente é um dos dias mais marcantes dos seis anos que eu estou como governador. Queria muito agradecer a Deus por tudo que tem nos permitido viver juntos. Agradecer a Deus por esse momento muito especial, esse dia histórico para a educação pública do nosso Estado. Quero agradecer a todos, porque este é um resultado fruto de um esforço coletivo, fruto de um trabalho, de milhares de pessoas que são anônimas, que não estão aqui no palco, mas [reconhecemos] também a importância de um professor, de um merendeiro, de um vigia, porque todos têm a participação direta e indireta neste resultado. Este não é um resultado de uma escola, é o resultado da soma de todas as escolas que geram uma média”, pontuou.
Com esse avanço, o Pará se posiciona entre os estados com os melhores desempenhos, demonstrando uma melhora significativa no cenário educacional regional.
A divulgação dos resultados do Ideb serve como um termômetro para o aprendizado nas escolas e redes de ensino do país, proporcionando um panorama das condições educacionais e do progresso realizado em diferentes regiões. (Portal Debate)


