Cidades do oeste do Pará têm aumento de casos de Febre Oropouche

A febre, uma arbovirose transmitida por mosquitos, tem se espalhado rapidamente, exigindo medidas imediatas de prevenção e controle.

Monte Alegre, oeste do Pará, desde o início do ano vem apresentando um aumento significativo nos casos de febre Oropouche. De acordo com o secretário de Saúde do município, Eraldo Sá, foram notificados 54 casos suspeitos, dos quais 18 foram confirmados. A febre, uma arbovirose transmitida por mosquitos, tem se espalhado rapidamente, exigindo medidas imediatas de prevenção e controle.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) divulgou dados que mostram que até o início de julho mais de 50 casos de febre Oropouche foram registrados nas cidades localizadas no oeste do estado.

Além de Monte Alegre, Alenquer aparece na lista com o segundo maior número de casos da doença, com 16; seguida por Curuá, com 11; e Juruti, com 3 casos confirmados. Faro e Santarém registraram 2 casos, e Belterra, 1.

“Estamos entrando na terceira semana à frente da secretaria e já identificamos a situação crítica da febre Oropouche. Em resposta, conversamos com o prefeito e a equipe de vigilância, resultando na decisão de contratar pelo menos três novos agentes de endemias para reforçar nossa equipe”, afirmou o secretário Eraldo Sá.

Apesar da confirmação de pouco mais de 30% dos casos, a secretaria de Saúde de Monte Alegre quer reduzir esses índices. Por isso, houve reforço na contratação de agentes comunitários e mudanças nas medidas de controle da doença. As equipes já realizaram ações de prevenção contínuas, como visitas domiciliares e vistorias em imóveis.

“Nossa equipe está realizando um excelente trabalho de conscientização e prevenção, mas é fundamental que essa prevenção seja constante e não apenas em momentos de surto”, ressaltou o secretário.

A coordenadora estadual de arboviroses, Aline Carneiro, explicou que a febre Oropouche é causada por um vírus transmitido por mosquitos, como o meruim ou a muriçoca.

“Ela se manifesta com sintomas semelhantes a outras arboviroses, como dengue e chikungunya, incluindo febre, dor de cabeça e no corpo, e, em casos graves, pode levar a meningites e encefalites”, detalhou Aline Carneiro.

A possibilidade de transmissão vertical da doença, da grávida para o feto, aumenta a preocupação das autoridades.

O tratamento para a febre Oropouche segue as diretrizes do Ministério da Saúde, focando no alívio dos sintomas, hidratação e uso de medicamentos para febre, já que não há um tratamento específico ou vacina disponível.

“É crucial evitar a proliferação de mosquitos através da eliminação de criadouros e do uso de medidas de proteção individual, como telas nas janelas e repelentes”, finalizou Aline Carneiro.

 (Com g1 Santarém e Região)

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