A tentativa da Prefeitura de Belém de tentar adquirir 30 ônibus elétricos e 15 carregadores superfaturados não foi para frente. Análises técnicas feitas pela 1ª Controladoria do Tribunal de Contas do Município (TCM-PA), por meio da conselheira Ann Pontes, identificaram inúmeras irregularidades na compra, entre elas a falta de justificativas válidas para gastar quase R$ 4 milhões em cada um dos novos veículos que estavam previstos para circular pela capital no começo de agosto.
O desespero do prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, de trazer os novos ônibus a qualquer custo para a cidade, somado ao fato de estar em campanha eleitoral para tentar a reeleição, ignorou os questionamentos feitos pelo TCM-PA, além de não ter cumprido com as obrigações legais determinadas pela nova Lei de Licitações, o que caracteriza fraude.

Para agravar a situação, a Prefeitura de Belém teria ignorado as análises feitas pelo TCM desde maio desse ano. As análises do TCM-PA confirmam que Edmilson não fez o encaminhamento do projeto piloto de ônibus elétrico e não realizou um Estudo Técnico Preliminar (ETP).
Também não foi incluída a estimativa do valor da compra, com os preços unitários referenciais, nem ofereceu justificativas em caso de parcelamentos. Recente reportagem do ESTADÃO mostrou que o valor de um ônibus elétrico custa entre R$ 2,5 e R$ 3 milhões cada.


