MARABÁ (PA) – Na tarde desta quarta-feira (12/6), o advogado Marlon Farias Pereira, conhecido como “Dr. Marlon”, foi preso por uma equipe da Polícia Civil, suspeito de apropriação indevida (para não dizer outras palavras) de valores em relação a uma ação para obtenção de aposentadoria, em Marabá, no sudeste do Pará.
De acordo com os autos processuais, no mês de abril deste de 2024, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão no escritório de advocacia de Marlon Farias. Durante as investigações, ficou comprovado que o causídico, supostamente, apropriou-se de um dinheiro oriundo do recebimento de um precatório expedido pela Justiça de Marabá.
Segundo a Polícia Civil, Marlon Farias passou a descumprir medidas cautelares interpostas pelo Poder Judiciário, logo o juízo do caso optou pela prisão cautelar do investigado advogado. A prisão de “Dr. Marlon” foi cumprida no âmbito da “Operação Virtude”, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, coordenada em nível nacional e que combate as várias formas de violência contra a pessoa idosa em todo o Brasil.
No início do ano de 2024, Marlon Farias foi condenado, em primeira instância, na 1ª Vara Criminal de Marabá, a pagar as custas processuais e honorários advocatícios resultantes de um litígio com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção Marabá, Dr. Rodrigo Botelho. Marlon acusava o Presidente da OAB Marabá de crimes de difamação e injúria por declarações nos autos de um processo na Justiça do Trabalho.
Sindecomar
A notícia da prisão do “Dr. Marlon” inundou as redes sociais de comentários negativos sobre supostas condutas ilícitas do advogado em relação a causas trabalhistas em Marabá. Nos bastidores do Sindicato dos Empregados do Comércio de Marabá (Sindecomar), atribui-se ao advogado diversas tramoias nada republicanas no trato com o dinheiro do trabalhador ganho na Justiça do Trabalho junto a diversas empresas da base territorial do Sindecomar. Na época, o caso não teria sido denunciado por conveniência da própria direção da entidade sindical de Marabá. (Portal Debate)


