Circula nas redes sociais, desde a noite de sábado (8), um vídeo polêmico que revela supostas negociações ilegais envolvendo membros do sistema judiciário do Pará. Publicado pelo influenciador digital Mago das Unhas, o vídeo traz declarações da influenciadora Noelle Araújo sobre advogados, um promotor de justiça, um juiz e um delegado da Polícia Civil.
Noelle alega que um promotor, cujo nome não foi mencionado, teria solicitado R$ 100 mil para quebrar uma medida cautelar, e que o juiz Heyder Tavares teria pedido R$ 200 mil pelo mesmo propósito. Ela também afirmou que o delegado Arthur Nobre e Heyder Tavares não se gostam, e que a “negociação” poderia não ocorrer caso um deles soubesse das tratativas.
A influenciadora mencionou que seu advogado, identificado como Afonso, tem conexão com Heyder, o que facilitaria o suposto acordo. Noelle declarou que não achava justo arcar sozinha com os custos, pois outros influenciadores, incluindo Mago das Unhas, também se beneficiariam.
Em outro vídeo divulgado pelo influenciador Mago das Unhas, ele menciona que iria conversar com o advogado criminalista Marco Pina, o “Magnata”, sobre a “proposta” de Noelle. pic.twitter.com/I9vljYqgvM
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) June 11, 2024
Noelle propôs a Mago das Unhas dividir os R$ 300 mil necessários para o acordo, cabendo a cada um R$ 150 mil. Em uma live nas redes sociais, o advogado Marco Pina desafiou Noelle a provar suas acusações contra Arthur Nobre, o promotor e Heyder Tavares. No vídeo, Noelle também mencionou um advogado chamado Edmar, que teria pedido R$ 600 mil para reverter a situação com os juízes.
Os vídeos, publicados por Mago das Unhas e apagados logo em seguida, seriam uma “vingança” contra Noelle Araújo, uma vez que os dois, que já foram amigos, estão brigando. Durante a confusão, Noelle disse, em mensagem no Instagram, que Mago das Unhas tinha HIV. Após a publicação, o influenciador prometeu revelar tudo que sabe sobre Noelle.
Entramos em contato com o Tribunal de Justiça do Estado do Pará e com a Polícia Civil para esclarecimentos, mas até o fechamento da reportagem, não obtivemos retorno. (Portal Debate, com informações de Estado do Pará Online)


