Fraudes no ensino superior e as famílias tradicionais e ricas de Marabá

Os escândalos envolvem provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para cursar Medicina na Universidade Estadual do Pará (UEPA) e vestibulares de instituições do Grupo Afya, incluindo a Faculdade de Ciências Médicas do Pará (Facimpa).

MARABÁ (PA) – Nos últimos meses, a população acompanha incrédula o envolvimento criminoso de jovens preguiçosos, que não quiseram estudar na época certa, integrantes de famílias tradicionais e ricas, com as diversas modalidades de fraudes para ingressar no ensino superior por meio de uma quadrilha comandada por André Rodrigues Ataíde, de 23 anos, e seus comparsas, na cidade de Marabá, no sudeste do Pará.

As fraudes praticadas no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para cursar Medicina na Universidade Estadual do Pará (UEPA) e em  vestibulares de instituições do Grupo Afya, incluindo a Faculdade de Ciências Médicas do Pará (Facimpa), viraram escândalo nacional e passaram a alimentar a grande mídia a cada divulgação de novos nomes de envolvidos na tramoia pela Polícia Federal (PF). Este tipo de trambique descarado, praticado por “riquinhos preguiçosos”, emporcalharam o nome de nossa querida Marabá diante da população do Brasil.

Existe família rica que tem a “cara de pau” de afirmar “em alto e bom tom” que não sabia do crime praticado pelo filho para cursar Medicina ou Direito, como se a gente fosse besta, no intuito de querer se eximir da culpa e manter o famoso “sobrenome” intacto e em alta junto à sociedade marabaense. Vocês estão subestimando a inteligência do povo de Marabá, pois essa desculpa esfarrapada não cola porque ela é tão criminosa quanto burlar um vestibular.

Não adianta apagar as fotos da “festa do jaleco” do filho nas redes sociais, por exemplo, nem excluir a conta no Instagram para tentar disfarçar o crime cometido, porque a sociedade já identificou os grandes fazendeiros, donos de rede de ótica, proprietários de rede de açougue, família dona de escola particular, parente de políticos, grandes empresários, entre outros ricaços, envolvidos nesta trambicagem em Marabá.

Este tipo de mutreta praticada pelos “riquinhos” termina tirando a vaga no ensino superior de um jovem oriundo de família pobre que falta morrer de estudar, mas é passado para trás por esta quadrilha de malfeitores e tem seu sonho frustrado por um bando de delinquentes que não quis estudar durante a infância e juventude, porque tinham à disposição todas as mordomias oferecidas pelos pais que não acompanhavam a vida escolar do filho. Como diziam os mais antigos, essa rapaziada precisa tomar vergonha na cara e voltar para o banco da escola de maneira ordeira e legal.

De pobre nesta história nojenta, só existe o jovem André Ataíde que é filho de professores. Este elemento, que passou a ser conhecido como um menino “inteligente burro”, em Marabá, foi o único que puxou cadeia, conseguiu ser solto para responder ao processo em liberdade, mas deverá retornar para o xadrez, pois o restante é tudo “filhinho de papai” e estão contando com os melhores advogados em suas defesas junto ao Poder Judiciário e Ministério Público Federal (MPF) para tentar salvar a pele e o “sobrenome” da família de bem de Marabá e outras cidades do país.

Esta turma de trambiqueiros faz parte daquela galera que não fazia nada em sala de aula, agredia, desrespeitava os professores e pulava o muro da escola para “matar aula”. Diante deste mar de lama criminoso, os envolvidos que estão cursando o ensino superior precisam ter a matrícula cancelada pela Justiça e aqueles indivíduos que já estão exercendo a profissão por meio de fraudes deverão ter o diploma cancelado, seja ele qual for, pois o “pau que bate em pobre, tem que bater em rico”. Como diz a expressão popular, “doa em quem doer”. (Portal Debate)

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