Júri de sargento do Exército é adiado após advogados abandonarem tribunal em Marabá

O novo julgamento foi marcado para o dia 14 de novembro, e Josué Azeredo permanecerá preso até lá. Advogados não foram multados por terem abandonado sessão do Tribunal do Júri
Josué Azeredo é acusado de matar duas mulheres e balear outras duas pessoas em um bar no bairro Araguaia, núcleo Nova Marabá | Foto: Reprodução

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — Nesta quinta-feira (23), no Salão do Júri do Fórum da Comarca de Marabá, ocorreu o julgamento do sargento da Reserva Remunerada do Exército Brasileiro, Josué Pereira Azeredo. O júri terminou sem uma decisão final, pois a defesa do réu abandonou o tribunal após o juiz Wanderson Ferreira Dias, presidente do Tribunal do Júri, descartar a tese de inimputabilidade do sargento Josué Azeredo. O novo julgamento foi marcado para o dia 14 de novembro, e Josué permanecerá preso até lá.

O Tribunal do Júri foi presidido pelo juiz titular da 1ª Vara Criminal de Marabá, Wanderson Ferreira Dias. Josué Azeredo é acusado de matar duas mulheres e balear outras duas pessoas em um bar no bairro Araguaia, núcleo Nova Marabá, após uma discussão banal. As vítimas foram Gleidy Saldanha Aguiar e Leaine Alves Gomes. Francisco Ferreira de Souza e Lourival José da Costa foram baleados.

Crime ocorreu neste estabelecimento no Bairro Araguaia | Foto: RBATV

O crime teria sido motivado por uma discussão sobre o pagamento da conta, durante a qual Josué estava acompanhado das mulheres, sendo que uma delas estava com o marido. Duas testemunhas oculares, incluindo um militar do Exército Brasileiro que trabalhava no bar, relataram os acontecimentos ao tribunal.

Segundo a testemunha militar, após a discussão, Josué atirou nas duas mulheres e, ao sair do bar, disparou tiros a esmo, atingindo as outras duas vítimas. A promotora Cristine Magela, da Promotoria Criminal de Marabá, que representava a acusação, pediu a condenação do réu por duplo homicídio e dupla tentativa de homicídio.

Gleidy Saldanha Aguiar e Leane Alves Gomes foram mortas por Josué Azeredo | Foto: Reprodução

A defesa, composta pelos advogados criminalistas Arnaldo Ramos, Carlos Lobo Júnior e Railson Campos, apresentou duas hipóteses: a negativa de autoria ou a insanidade. A promotora refutou a tese de insanidade, argumentando que não havia laudos apontando para um distúrbio psicótico do acusado. O juiz Wanderson Dias negou a apresentação dessa tese aos jurados, levando a defesa a abandonar o plenário, o que impediu a continuidade do julgamento.

O júri ocorreu sob forte esquema de segurança devido à condição militar do réu, com a presença de policiais militares e medidas preventivas adotadas pelo juiz para manter a ordem durante o julgamento. Os advogados do acusado não foram multados pelo abandono da sessão do Tribunal do Júri. (Portal Debate)

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