Especialista alerta para os riscos do tabagismo

Estima-se que 200 mil pessoas morram todos os anos no Brasil em decorrência do fumo.

No dia 31/05 é comemorado o Dia do Combate ao Fumo, data instituída com o objetivo de conscientizar e mobilizar a população sobre os riscos decorrentes do uso do cigarro. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no planeta, sendo considerado um problema de saúde pública. Estima-se que 200 mil pessoas morram todos os anos no Brasil em decorrência do fumo.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), há um risco também para as pessoas que convivem com fumantes, consideradas fumantes-passivos, pois a absorção da fumaça prejudica o organismo. “É por isso que políticas de controle do tabaco, como a proibição de fumar em locais públicos fechados, têm sido implementadas em muitos países para proteger aqueles que são expostos involuntariamente à fumaça do cigarro’’, ressalta Mônica Azevedo, diretora-presidente da Clínica Médica Voo de Liberdade.

De acordo com Mônica existe uma lista extensa de problemas de saúde que podem se desenvolver ou ter o quadro agravado pelo uso contínuo do cigarro. “O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, danos à pele e problemas de saúde bucal”.

Existem tratamentos para ajudar o paciente a combater a dependência do fumo. O reconhecimento da doença e a decisão de lutar contra ela é um passo importante. “O tratamento do tabagismo deve ser individualizado e adaptado ao quadro clínico específico de cada paciente. A abordagem eficaz geralmente combina terapia comportamental ou cognitiva com o uso de medicamentos aprovados para ajudar a reduzir a dependência da nicotina e os sintomas de abstinência em tratamento ambulatorial. Somente em casos gravíssimos com risco de morte, a internação do paciente em uma clínica especializada pode ser uma opção mais adequada, garantindo um suporte completo e em tempo integral ao paciente, além de dificultar o acesso às substâncias tanto lícitas quanto ilícitas”, conclui Mônica. (Com Roma News)

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