A suspeita da polícia é que os cerca de 20 corpos encontrados por pescadores em uma embarcação em Quatipuru, entre Bragança e Tracuateua, neste sábado (13), sejam de refugiados do Haiti. O país é caribenho e palco de diversos conflitos. A região em que o barco com as vítimas foi localizado, no Pará, tem saída para o Oceano Atlântico, fato que pode corroborar para as investigações policiais.
A embarcação estava à deriva em uma praia conhecida como “lombriga”, ou Maiaú. Equipes no IML Castanhal estão a caminho de Bragança. “Eles foram rebocados para a praia de Ajuruteua, e ninguém sabe, mas tudo indica que são refugiados do Haiti. Tá tudo muito no início, as informações ainda são preliminares”, afirma o delegado Alexandre Calvinho, da Delegacia de Bragança.
“Foi no oceano. É no Quatipuru, uma localidade entre Bragança e Tracuateua. O IML foi acionado, o Corpo de Bombeiros também. Vamos esperar as investigações no decorrer dessa semana”, completou. A informação do encontro dos corpos chegou ao conhecimento da Polícia nas primeiras horas da manhã deste sábado. A Superintendência da Polícia Civil da 6a Risp designou o deslocamento da equipe da Delegacia de Homicídios de Capanema para o local.
PF assume investigação
A Polícia Federal (PF) assumirá as investigações do caso. A operação para recuperar o barco será iniciada na manhã deste domingo (14) e vai contar com o Instituto Médico Legal, Corpo de Bombeiros e as Polícias.
De acordo com a apuração no local em que estão sendo concentrados os esforços dos agentes de segurança pública, vários critérios foram fundamentais para que a PF tomasse a frente do caso: a suspeita do barco ter chegado ao local através de águas internacionais, indícios da embarcação ser de outro país e possíveis marcas balísticas nos corpos.
MPF também anuncia investigação
O Ministério Público Federal (MPF) decidiu que vai abrir duas investigações sobre o encontro, no litoral do Pará, de embarcação com vários corpos em estado de decomposição. A decisão foi anunciada no início da tarde deste sábado (13), logo após a notícia ter sido divulgada pela imprensa do estado.
O procurador-chefe do MPF no Pará, Felipe de Moura Palha, determinou a abertura de investigação na área criminal e de investigação na área cível, que será realizada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, órgão do MPF para a defesa de direitos humanos. (Com informações de O Liberal)


