Advogados de Marabá atendem fugitivos de Mossoró na Delegacia da Polícia Federal

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento foram presos, após 50 dias em fuga, a cerca de 1,6 mil quilômetros de distância do presídio de segurança máxima

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — Os dois presos que escaparam da Penitenciária Federal em Mossoró (RN), em 14 de fevereiro, foram recapturados nesta quinta-feira (4/4), em Marabá, no sudeste do Pará. Os advogados Diego Adriano Freires e Magdenberg Soares Teixeira, de Marabá, realizam atendimento aos presos junto à Polícia Federal.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento foram presos, após 50 dias em fuga, a cerca de 1,6 mil quilômetros de distância do presídio de segurança máxima.

Mendonça e Nascimento escaparam da penitenciária na Quarta-feira de Cinzas. A fuga foi a primeira registrada no sistema penitenciário federal desde que este foi criado, em 2006, com o objetivo de isolar lideranças de organizações criminosas e presos de alta periculosidade.

Os dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte saíram de barco pesqueiro do Ceará, antes de serem recapturados no Pará, conforme a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco/CE).

Rogério Mendonça e Deibson Nascimento partiram no dia 18 de março em uma embarcação de Icapuí, a 202 km de Fortaleza, em direção a Ilha de Mosqueiro, em Belém, no Pará, segundo investigações da polícia.

Ainda de acordo com a polícia, a dupla chegou na capital no Pará em 24 de março. O trajeto foi realizado por via marítima, junto à região costeira.

Advogados Diego Freires e Magdenberg Teixeira | Foto: Divulgação

Os advogados Diego Adriano Freires e Magdenberg Teixeira estão neste momento realizando atendimento aos foragidos de Mossoró, na Polícia Federal de Marabá.

Questionados pelo Portal Debate sobre os procedimentos adotados com relação aos presos, os advogados informaram apenas que foram contratados pela advogada Flávia Frós para acompanhamento da transferência dos foragidos para Mossoró.

Investigação

Nesta terça-feira (2), após um mês e meio apurando as circunstâncias da fuga, a corregedoria-geral da Secretaria Nacional de Políticas Penais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, informou não ter encontrado qualquer indício de corrupção.

Segundo o ministério, em seu relatório sobre a responsabilidade de servidores da penitenciária, a corregedora-geral, Marlene Rosa, aponta indícios de “falhas” nos procedimentos carcerários de segurança, mas nenhuma evidência de que servidores tenham, intencionalmente, facilitado a fuga.

Ainda de acordo com o ministério, três Processos Administrativos Disciplinares (PADs) já foram instaurados para aprofundar as investigações sobre as falhas identificadas. Dez servidores são alvos desses procedimentos. Outros 17 servidores assinarão Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), se comprometendo com uma série de medidas, como, por exemplo, passar por cursos de reciclagem e não voltarem a cometer as mesmas infrações. (Portal Debate, com Agência Brasil)

Relacionados

Postagens Relacionadas

Nenhum encontrado

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!