Sucuri-verde é encontrada morta às margens de lago em Roraima

O réptil foi encontrado por um casal de agricultores na vicinal três do Projeto de Assentamento Ajarani. A cobra estava em uma área queimada

Na tarde do último sábado, 30, uma sucuri-verde, de aproximadamente 4 metros, foi encontrada morta, próxima às margens de um lago na vila Campos Novos, município de Iracema, em Roraima. O réptil foi encontrado por um casal de agricultores na vicinal três do Projeto de Assentamento Ajarani. A cobra estava em uma área queimada.

Segundo o casal de agricultores, identificados como Raimundo Pereira, de 30 anos, e Leuza Moura, de 31 anos, eles faziam uma vistoria na área próxima ao terreno onde vivem quando encontraram o animal já morto. Leuza comenta que a cobra não tinha marcas de ferimentos e, inicialmente, o casal pensou que fosse uma pedra.

‘Ela estava meio embolada e a gente pensava que era uma pedra. Só que a gente encostou mais um pouquinho e meu marido disse: ‘isso é uma cobra. Está muito estranho pra ser uma pedra’. Mas nós retornamos pra casa, ele chamou um rapaz que trabalha aqui e os dois foram lá, e então constataram que era uma cobra mesmo, uma sucuri pretona e muito grande mesmo’, relatou.

Segundo o pesquisador em serpentes da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado, Anderson Rocha, é difícil determinar a causa da morte do animal sem algum laudo veterinário, mas muitas situações podem ter levado a morte dela, como conflitos com humanos, queimadas, injúrias ao tentar se alimentar de um determinado animal, idade ou até mesmo doenças.

‘As sucuris quando adultas, são animais de grande porte, podendo ter uma média de 4 a 6 metros. O tamanho acaba exigindo que esta serpente tenha uma seleção de presa um pouco mais arriscada e de proporções maiores’, explicou Anderson, que analisou as imagens do animal depois de morto.

O biólogo e pesquisador da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Artur Alves também analisou as imagens do animal. De acordo com ele, a sucuri tem uma longevidade boa e pode viver uma média de 10 a 15 anos na natureza, e algumas até chegam aos 20 anos.

Segundo pesquisa, a Sucuri-verde é uma das maiores do mundo, sua espécie não é venenosa, mas se defende de possíveis ameaças com mordidas ou mergulhando na água. Geralmente, a sucuri habita ambientes semi aquáticos, como rios e lagos da Amazônia, e é mais ativas durante o período noturno e crepuscular, evitando o calor do dia.

No cardápio da sucuri-verde estão mamíferos de pequeno e médio porte que costumam ficar próximos à água, como capivaras, antas e cervos, aves, lagartos e jacarés. Para abater as presas, ela usa uma estratégia de ‘estrangulamento’.

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