Justiça condena participante da “Chacina de Baião” a mais de 63 anos de prisão no Pará

Valdenir Lima foi condenado a 63 anos, 10 meses e 30 dias de prisão. Na segunda-feira (18/3/24)
Valdenir Lima e Dilma Silva - Fotos: Reprodução

PISTOLAGEM – O réu, identificado como Valdenir Farias Lima, foi condenado a mais de 63 anos de prisão por sua participação no assassinato da líder rural Dilma Ferreira Silva, ligada ao Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), na zona rural da cidade de Baião, na Região do Baixo Tocantins.

O julgamento ocorreu na segunda-feira (18), mas e o veredicto só foi anunciado, nesta quarta-feira (20), pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA). O crime, ocorrido em 2019, ficou conhecido como “Chacina de Baião”. A magistrada Lurdilene Bárbara Souza Nunes impôs a pena de 63 anos, 10 meses e 30 dias de reclusão, em regime fechado, para Valdenir Lima.

De acordo com a acusação, Valdenir foi o intermediário na contratação dos irmãos “Alves”, pistoleiros da região, pelo fazendeiro Fernando Rosa, conhecido como “Fernandinho”. O corpo de jurados acatou totalmente os argumentos do Ministério Público de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Valdenir Lima foi acusado junto com “Fernandinho” e Cosme Alves, um dos executores. Em 2023, Cosme Alves foi condenado a mais de 67 anos de prisão devido ao desmembramento dos processos. Já o mandante deverá ir a julgamento nos próximos meses. Na época, a “Chacina de Baião” chocou o Estado do Pará. (Portal Debate, com Portal HS)

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