Justiça Federal condena ex-prefeito por improbidade administrativa, no Pará

Segundo o MPF, há diversas irregularidades nas licitações e contratos realizados entre 2013 e 2014

A Justiça Federal condenou o ex-prefeito de Acará, José Maria Mota Júnior (MDB), e mais quatro pessoas por improbidade administrativa. A decisão atendeu duas ações movidas pelo Ministério Público Federal (MPF). Ainda cabe recurso e a sentença pode ser revista pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Segundo o MPF, há diversas irregularidades nas licitações e contratos realizados entre 2013 e 2014, para compras e serviços à Secretaria Municipal de Educação.

As cinco pessoas condenadas pela juíza federal Hind Ghassan Kayath, da 2ª Vara Cível da Justiça Federal no Pará, são:

  1. Ex-prefeito, José Maria Mota Júnior (MDB)
  2. A ex-tesoureira, Nara Pacheco Puga
  3. Marido de Nara Puga, Gerson Francisco Mendes Ribeiro
  4. Ex-secretária municipal de educação, Maria de Nazaré Pereira Barros
  5. E o empresário Rodolfo dos Santos Lobato

A reportagem tentou contato com cada um dos envolvidos e suas respectivas defesas sobre as acusações apontadas pela Justiça.

O MPF apontou irregularidades na contratação de veículos leves e máquinas pesadas pela Secretaria Municipal de Educação, além da indicação de que houve simulação e montagem no processo de licitação, que teve como vencedora a empresa MB Costa.

“Não há comprovação de que os serviços pagos, no valor total de R$ 1 milhão, tenham sido efetivamente prestados pela empresa durante os contratos. Segundo o órgão, a empresa foi criada apenas para participar das licitações”, informou o MPF.

José Maria Mota Júnior (MDB)

Ficou à frente do município de 2013 a 2016. Teve os direitos políticos suspensos por cinco anos e foi condenado por dano ao erário, com reparação dos prejuízos ao poder público.

O ex-prefeito também foi condenado por enriquecimento ilícito por fraudes em licitação para contratação de material para Secretaria Municipal de Educação em 2014, no valor de R$ 78 mil, pago com recursos do Fundeb.

Ele foi condenado à perda dos valores acrescidos indevidamente, suspensão dos direitos políticos por 4 anos, ao pagamento de multa e outras sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa.

A ex-tesoureira foi condenada por dano ao erário, com reparação dos prejuízos ao poder público.

Maria de Nazaré Pereira Barros

A ex-secretária municipal de Educação foi condenada por dano ao erário, com reparação dos prejuízos ao poder público.

Gerson Francisco Mendes Ribeiro

O marido da ex-tesoureira e um dos donos da empresa, Rodolfo Lobato, foi condenado por enriquecimento ilícito, devendo devolver mais de R$ 1 milhão acrescidos ilicitamente ao seu patrimônio, com juros e correção monetária.

O dono da empresa GFM Ribeiro Eireli Ltda ME, que foi beneficiada no esquema, também foi condenado por enriquecimento ilícito. (Com g1 Pará)

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