MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — No mês de outubro de 2023, a jovem Tereza Bianca Nunes, de 23 anos, deu entrada no Hospital Materno Infantil de Marabá (HMI) para o trabalho de parto. Durante o procedimento, a paciente teve o intestino perfurado, e seu recém-nascido teve o braço quebrado na mesa de cirurgia. O caso foi denunciado à Polícia Civil e ao Ministério Público do Pará.
Na última reunião do Conselho Municipal de Saúde de Marabá (CMS), realizada na terça-feira (23), na sede do órgão, parte dos membros solicitaram intervenção na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), pedindo o afastamento da titular da pasta, Mônica Borchart Nicolau. O CMS é composto por representantes de usuários, trabalhadores da saúde, prestadores de serviços de saúde e gestores.

O conselho tem, entre suas competências, o dever de acompanhar, fiscalizar e avaliar os serviços de saúde prestados à população pelos Órgãos e Entidades Públicas, Privadas e Filantrópicas integrantes do Sistema Único de Saúde SUS no Município de Marabá, conforme o Art. 16, inciso X, da Lei n° 18.084/2022.
Procurada pelo Portal Debate, a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Marabá emitiu uma nota em resposta ao ocorrido no HMI. Segundo a nota, a maternidade abriu sindicância interna, afastou o profissional responsável e comunicou ao Ministério Público que o caso estava sendo investigado. A paciente foi transferida para o Hospital Regional do Sudeste do Pará, recebendo a assistência necessária.
A nota ressalta que “o HMI realiza mais de 600 partos bem-sucedidos por mês, incluindo mais de 50% encaminhados por municípios vizinhos, que não oferecem o suporte mínimo de Atenção Básica de Saúde às gestantes, como o pré-natal”. (Portal Debate)


